Quando tinha dez anos, era um garoto muito travesso e vivia me metendo em confusão, meus pais e eu vivíamos harmoniosamente em uma fazenda, aliás meu pai trabalhava nessa fazenda, o dono bondosamente permitia que as famílias dos funcionários vivessem naquele lugar. Lembro que foi em 3 de junho de 1990, andando despreocupado entre as seringueiras acabei por me distanciar da minha casa, logo mais pra frente havia um rio que eu conhecia muito bem. Era proibido ficar ao redor por causa das cobras, o sol estava muito quente e em meio aos matos vi um reflexo de luz, por curiosidade cheguei e vi que era um vaso refletindo os raios solares, dentro desse vaso havia uma figura deformada feito de barro. Os olhos espetados com alfinetes, uma pena preta de galinha e uma vela, deixei o vaso cair das minhas mãos e saltei pelo mato com um medo nunca sentido antes.

 Mas algo sobrenatural aconteceu, borboletas voavam na minha cabeça picando como se fosse abelhas, eram centenas delas, no desespero gritei chamando a atenção de alguns trabalhadores. Eles espantaram essas borboletas e conseguiram, de certo ponto, me salvar.

 Dias depois meu pai junto com algumas pessoas e até o dono da fazenda foram vasculhar o local e não encontraram nada, eles ficaram intrigados porque não tinham ouvido falar que  borboletas pudessem atacar pessoas. Esse mistério ainda intriga minha mente.

LeandroAB.25@gmail.com 

 
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