Aconteceu em meados do ano 2000, palavras não expressará o tamanho pavor que ainda sinto quando escrevo ou falo a respeito dessa perturbadora história que ocorrera comigo, costumava perambular pelas ruas vendendo bugigangas, naquele tempo ainda jovem vivia como um hippie. Não estava preocupado com a vida ou o futuro, apenas vivia de modo livre como as aves voando pelo céu.

 Na sexta feira deitei-me na areia da praia e olhei o pôr do sol, o mar da praia paradisíaca era límpido. Ao escurecer armei a velha barraca, o silêncio era tamanho que acabava por ouvir o barulho da minha respiração, mais ou menos entre às 22 horas sair da barraca, as estrelas e a lua brilhava intensamente e não havia muitas nuvens.

 Às 02:00 horas, tirei um breve cochilo antes de voltar para a estrada, despertei meia hora depois com um vento forte desmontando a barraca. Sair, já estava acostumado com esses tipos de situações, ajeitei novamente o abrigo.

 Vem a parte que me arrepio quando relembro, um grito com certeza não humano veio do mar, era uma mistura de desespero com sofrimento, vi em meio a escuridão vultos sobre a água do mar. Parecia algo maligno, confesso que não estava por dentro da religião mas aquilo não era deste mundo. 

 Os gritos continuaram por muitos minutos e o vento forte soprava a contínua força maligna na minha direção, eu não corri porque não havia nenhuma possibilidade de cruzar a estrada naquela escuridão. Pedi socorro a Deus quase faltando ar, o coqueiro começou a balançar com vultos que se assemelhavam a macacos, e de repente tudo parou quando clamei mais alto pedindo ajuda a Deus.

 Depois desse dia me apeguei muito à religião que antes desprezava. As forças do mal realmente existem.

LeandroAB.25@gmail.com

 
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