No ano frio de 1930 na Inglaterra, a necessidade de carvão para o aquecimento dos lares estava a todo vapor, os mineradores trabalhavam como animais para poder ganhar alguns xelins, arriscando até suas próprias vidas. Neste mesmo ano aconteceu diversos acidentes da qual ficara conhecido como o vulto negro.

 Uma das testemunhas pela qual implorou para não ser identificada enviou algumas mal traçadas linhas:

 No subsolo éramos tratados como máquinas, a necessidade de sobrevivência e o anseio pelos miseráveis xelins arrastavam aquela quantidade infinita de homens pelo buraco, nossas peles eram mais escuras do que qualquer outra cor, eu e meus amigos não tínhamos outras opções. Muitos ali precisavam do trabalho para sustentar suas famílias e aquecê-las; o carvão retirado imediatamente aquecia as famílias das classes mais altas, o mundo daquela época era muito mais desigual.

 A testemunha rabiscara a folha de papel com letras quase ilegíveis, escrevendo de maneira como se estivesse assustado:

 Todos aqueles homens não fizeram uma refeição adequada naquela manhã de 1930, três dos meus amigos escavavam uma área densamente mais funda, foi quando sentir um cheiro estranho de gás; uma nuvem negra pairou brevemente na minha frente e os vultos me faziam calafrios pelo corpo, segurando a lamparina gritei chamando os amigos, porém não me responderam.

 Longas linhas da folha de papel em branco estava manchada por algum tipo de líquido, talvez lágrimas do homem, ao virar a folha um desenho inominável de uma criatura fora rabiscada, ele escreveu mais:

 Uma grande explosão minutos depois matou meus melhores amigos naquela mina, milagrosamente sobreviver.

 O caso foi encerrado por não ter muitas provas, o mistério continuou na cabeça do autor que presenciou tais acontecimentos.

 
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