No tempo de infância, Andressa costumava visitar os seus avós nas férias de meio de ano, em 1989 o inverno parecia mais com verão, com seus 14 anos o que gostava mais na roça onde seus avós moravam era o rio de águas muito limpas. Nos sábados saía de casa ajudando a sua avó a lavar roupas, após o término das férias voltou para casa dos pais dando início a rotina das aulas. Marcela era muita amiga de Andressa, se conheciam desde muito novas, ela disse:

 Nós éramos muito amigas, ela me falava muita da roça que gostava de frequentar nas férias e me convidou diversas vezes para ir lá com ela. Quando as aulas começaram a gente passou num caminho perto de um  morro porque, ela não gostava muito da estrada, tinha muito carro e pedestre e Andressa parecia ser muito envergonhada, uma timidez que prejudicava muito ela.

 A mãe de Andressa sempre se preocupou com a filha, mas a timidez crescia de forma estranha, Marcela tempos depois disse:

 Naquele morro logo descendo a ladeira havia um hospital abandonado, não sei ao certo se era um hospital porque faz muito tempo isso, no mato Andressa pegou uma pedra e jogou numa lagartixa na parede daquele hospital quando ouvimos o quebrar de uma garrafa, fomos até lá e vimos um demônio de porcelana com sangue dentro da garrafa, Andressa jogou outra pedra e saímos correndo. Lembro de ter dito para ela não fazer aquilo, estava com muito medo.

 Os fenômenos estranhos ocorreram após sete dias, os pais de Andressa na madrugada ouvia a filha falar palavrões e ficar completamente nua rodando a sala, constantemente sentiam os objetos de casa se moverem. Marcela falou:

 Teve uma vez na sala de aula eu ter visto Andressa virar a cabeça para mim e urinar no banco da sala e falar palavras de línguas irreconhecíveis, a voz dela mudou e eu fiquei com tanto medo dela que pedi a diretora para mudar de sala.

 Antes dos pais de Andressa pedirem ajuda ao Pastor, com apenas 14 anos de idade Andressa morreu em um misterioso atropelamento quando estava saindo da escola, a mãe dela emocionada falou:

 Me arrependo de não ter ajudado a minha filha, anos depois soube pela amiga dela a respeito de uma garrafa com um suposto demônio, realmente foi uma tragédia tudo que aconteceu. 

 
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