Carta de um desconhecido atormentado por forças invisíveis das trevas, o qual ele o chama de homem de preto.

 Enquanto a forte chuva se intensifica, ouço vozes predominantemente influenciando os meus sonhos, algo diligentemente se aproxima, se assemelha a uma sombra, o peculiar chapéu difere de tudo que conhecemos; clamo por socorro, porém sinto estar sozinho e ninguém consegue ouvir minha voz.

 Durante às 3:00 horas de trinta madrugadas do mês de março essa escuridão tem me aterrorizando, procurei todos os tipos de especialistas, desde médicos da cabeça até psicólogos, porém não houve respostas sensatas para minha dúvida. Vivia anestesiado pelos remédios o que facilitou as rotineiras presenças daquela sombra.

 Muitos esnobaram desta confissão, sou somente uma vítima de forças ocultas pedindo, suplicando e gritando interiormente por socorro, a garrafa de café ao meu lado direito tem sustentado a insônia, não desejo confrontar novamente aquela criatura que corrói minha alma.

 Por breves minutos as minhas pálpebras fecharam-se e lá estava o homem de preto me esperando, entre suas mãos havia um cálice despejando fumaça de fedor nauseante, recomecei a gritar; a tortura psicologica no sonho fez-me desmaiar. Acordei confuso, olhei-me no espelho, os olhos como chamas de fogo rodeadas por enormes olheiras assustaram-me.  

 
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