Como a cidade onde morava não havia praia, todos os domingos de janeiro descíamos para irmos às roças vizinhas tomar banho de rio. Em 1967 se não falha a memória, o rio mais famoso era perto de um reservatório, no fatídico dia de sábado descemos pensando que não havia muita gente, porém o rio estava lotado e o verão queimava como brasa de fogo.

 Após às 18:00 hs, (não é o horário exato), só havia meu pai e eu andando pela mata, não estava completamente escuro mas as sombras das árvores escureciam algumas partes da trilha.

 Como eu era bem criança meu pai me carregou nas costas, de repente do nada alguma coisa assobiava o nome João, o nome do meu pai. Assobiava mesmo, não era de humanos, saímos dali com muito medo.

 Conversando com as pessoas mais velhas moradoras daquelas roças na época, elas falaram que tinha algo estranho na mata, eles mesmos já sentiram a presença de uma sombra com chifres. Outros dizem que já sentiram naquela mata alguma coisa, puxando as golas da camisa. 

Relato Sobrenatural.

 
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