Celacantos já existem há muito, muito tempo. Crédito da imagem: Citron / CC-BY-SA-3.0

Novas evidências lançaram dúvidas sobre a ideia de que o Celacanto não mudou em milhares de anos.

Grande, indescritível e encontrado nas profundezas dos oceanos, onde até recentemente permaneciam escondidos da civilização humana, o Celacanto foi descoberto pela primeira vez em 1938, numa época em que evidências fósseis pareciam sugerir que estava extinto há milhares de anos.

Sua notável semelhança com espécimes fósseis daquela época levou os cientistas a declará-lo um 'fóssil vivo' - um apelido dado a criaturas que permaneceram praticamente inalteradas desde os tempos pré-históricos.

Um novo estudo publicado na Molecular Biology and Evolution colocou em dúvida toda a ideia do "fóssil vivo" ao revelar que, ao contrário da crença popular, pelo menos uma espécie de Celacanto adquiriu dezenas de genes nos últimos milhões anos.

A sugestão de que o Celacanto não mudou desde seus ancestrais pré-históricos está incorreta.

"Pesquisas anteriores descobriram que, embora os genes do Celacanto tenham evoluído lentamente em comparação com outros peixes, répteis e mamíferos, seu genoma como um todo não evoluiu de forma anormalmente lenta e dificilmente é inerte", disse o autor do estudo Isaac Yellan.

"Acho que à medida que mais e mais genomas são publicados, o conceito de 'fóssil vivo' está se tornando cada vez mais um equívoco, e acho que muitos cientistas provavelmente hesitariam em atribuí-lo a qualquer espécie."

 
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