O coronavírus que se espalha pela Europa sofreu mutação há algum tempo. As alterações no genoma da cepa ocorrem tão rapidamente que o corpo não tem tempo para produzir anticorpos.

Os estudos dos cientistas concluíram que na maioria dos casos não se pode esperar uma resposta do corpo. A eficácia das vacinas lançadas também é questionável, pode precisar desenvolver uma nova vacina.

Até o momento milhares de mutações ocorreram no SARS-CoV-2. Os cientistas David Robertson da Universidade Britânica de Glazko e Gyorgy Snell da Vir Biotechnology (San Francisco) estudaram uma variante da mutação chamada N439K. O nome reflete a proteína usada pelo vírus para entrar nas células da vítima.

Mudanças no genoma do vírus afetam o domínio do receptor da proteína. O agente causador o utiliza para identificar células no corpo do hospedeiro. É o domínio da proteína que é o principal alvo dos anticorpos durante a luta contra o "invasor".

Uma mutação especial foi registrada em doze países, além disso, ela surgiu de forma independente. Isso significa que a qualquer momento as vacinas podem ser ineficazes não só na Europa, mas no mundo. Os pesquisadores continuarão a estudar a mutação e sua suscetibilidade a anticorpos.

[Planeta]

 
});