Cientistas dizem ter recuperado voz de múmia morto há 3.000 anos atrás. | Resumo.

31 de jan. de 2020


Os investigadores conseguiram imitar a voz depois de recrear grande parte de seu traço vocal utilizando scanners médicos, uma impressora 3D e uma laringe eletrônica.
O som apenas dura um segundo e poderia ser qualquer coisa, desde um gemido até uma exclamação. Equipes de científicos britânicos conseguiram fazer esse fato de recuperar a fala ao corpo mumificado de Nesyamun, um sacerdote que habitou o Egito dos faraós há mais de três milênios atrás.

"O estudo foi o resultado de um trabalho de sete anos que começou em 2013", essa noticia foi confirmado pelo Joann Fletcher, egiptologia da universidade inglesa de York. "É extremadamente emocionantes. Em toda minha carreira foi capaz de ver os antigos egípcios através de seus corpos mumificados. Poder agora os escutar  resulta incrível", afirma a cientifica em conversação com essa noticia. 


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"É somente o princípio de um projeto que segue seu curso. Estamos muito ilusionado com seu potencial", confessa Fletcher. "É um estudo muito significativo porque se trata da primeira vez que uma voz do antigo Egito tem sido recreada com precisão. E isso supõe que a gente poderá a partir de agora conectar com essa civilização de um modo completamente novo”, afirmou.

A investigação, publicada em uma quinta-feira na revista Scientific Reports, está acompanhada do som que colocaram em provas os fatos que foram submetidos do cadáver de Nesyamun, que viveu durante os turbulentos tempos do faraó Ramsés XI (1099-1069 a.C) e ganharam os quartos como escriba e sacerdote no imenso templo de Karnak, no atual Luxor, a 600 quilômetros do Cairo.

E equipe multidisciplinar encontrou seu objeto de estudo nas salas do Museu de Leeds e o transladou até um hospital público da cidade do norte da Inglaterra, onde foi explorado por tomografias computorizadas para "verificar se uma parte significativa da estrutura da laringe e da garganta de Nesyamun havia permanecido intacta", detalha ensaio.


CADA VOZ É ÚNICA




As dimensões do traço vocal de cada pessoa provocam que cada voz seja única. Para o bem da pessoa, o tecido brando do traço vocal constituído pela cavidade oral, nasal, a faringe e a laringe de Nesyamun não havia extraviado por completo embora a língua perdesse grande parte de seu volume depois de três milênios em volto em um papelão, o que resta precisão ao tom de voz do sacerdote.
"Conseguimos um som fiel ao traço vocal que lhe confere sua posição atual mais não podemos esperar que seja idêntica a sua voz original devido ao estado de sua língua", afirmou David M. Howard, da universidade Royal Hollowav de Londres e um dos que fizeram o projeto, que surgiu durante uma das apresentações sobre o traço vocal e a possibilidade de proporcionar sons vocais a aqueles que perderam a laringe depois de um acidente ou uma cirurgia.
O escaneamento permitiu aos científicos medem a forma do traço vocal partindo das imagens da tomografia. Se baseando nas medições conseguidas, criaram um traço vocal impresso em 3D para Nesyamum e usaram como uma laringe artificial empregada nos programas de sínteses de voz atuais. Assim foi trabalhada a ressurreição de sua voz, depois de uma eternidade em um sepulcro silencioso.
De momento, a insólita prova não foi capaz de sintetizar as palavras ou orações completas porque é necessário saber a saída da vez do traço vocal. 
"É algo no qual estamos trabalhando. Será possível algum  dia", disse Howard, esperançoso com as possibilidades de um anúncio que foi recebido com centenas de céticos pela comunidade científica.


TRABALHO NO TEMPLO


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A voz de Nesyamun era parte essencial de seu trabalho no templo e dos rituais que devia realizar, sujeitos a sermões e cantos. Os autores do estudo confiam que a técnica revoluciona a gestão e exibição do patrimônio, que até agora desconhecida a possibilidade de lhe dar a civilizações que deixaram sua impressão há milênios.

"Quando as visitantes se encontram com o passado, é habitualmente uma reunião visual", arguye Jonh Schofield, arqueólogo da Universidade de York e integrante da equipe. "Com essa voz mudamos essa dinâmica e convertemos o encontro em algo com multiplicas dimensões. Não existe nada mais pessoal que a voz de alguém. Escutar uma tão antiga será uma experiência inovável que conseguira que os monumentos como Karnak, o templo de Nesyamun, ressuscitem", afirmou.

Os artífices do experimento celebram a gestão de ter recuperado uma voz que se extinguiu há três milênios. Por enquanto, seu proprietário - como o resto dos egípcios - foi enterrado com o anseio de conquistar a imortalidade. Os habitantes que uma voz povoou as margens do rio Nilo sempre acreditaram que "pronunciar o nome dos mortos é trazer-los de novo a vida".

















Com a Informação UUBR.

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