Tradicionalmente, a busca por sinais de inteligência extraterrestre tem se concentrado apenas em uma faixa relativamente estreita de frequências.
Há décadas, o SETI (Busca por Inteligência Extraterrestre) vasculha o cosmos em busca de qualquer sinal de que não estamos sozinhos – uma busca que, até agora, não encontrou nada.
Tradicionalmente, a busca se concentrava em uma faixa estreita de frequências (conhecida como "buraco d'água"), mas, nos últimos anos, houve uma mudança em direção à análise de sinais além dessa faixa.
"Por décadas, as buscas do SETI se concentraram em uma parte relativamente pequena do espectro de rádio", disse a autora principal do estudo e astrônoma Louisa Mason, da Universidade de Manchester.
"Queríamos entender o que aconteceria se procurássemos em um lugar muito diferente."
Talvez o aspecto mais intrigante dessa mudança de foco seja que a enorme quantidade de dados já coletados pelo SETI ao longo dos anos pode já conter evidências de tais sinais.
Em outras palavras, podemos já ter detectado um sinal alienígena e simplesmente não o percebemos.
"As faixas de rádio milimétricas e submilimétricas permanecem quase completamente inexploradas pelo SETI, então trata-se realmente de abrir uma nova área de parâmetros para busca", disse Mason.
Num futuro próximo, a análise por IA poderá facilitar a busca por esses sinais em grandes quantidades de dados e revelar algo que pode ter estado bem diante dos nossos olhos o tempo todo.
Por outro lado, também é possível que simplesmente não haja nada para encontrar.
