28 julho, 2026

Será que dados antigos do SETI contêm evidências não detectadas de sinais extraterrestres?
Imagem: Radiotelescópio OVRO de 40 metros. Crédito: Salvor Hardin / CC BY-SA 4.0 (adaptada)

Tradicionalmente, a busca por sinais de inteligência extraterrestre tem se concentrado apenas em uma faixa relativamente estreita de frequências.

Há décadas, o SETI (Busca por Inteligência Extraterrestre) vasculha o cosmos em busca de qualquer sinal de que não estamos sozinhos – uma busca que, até agora, não encontrou nada.


Tradicionalmente, a busca se concentrava em uma faixa estreita de frequências (conhecida como "buraco d'água"), mas, nos últimos anos, houve uma mudança em direção à análise de sinais além dessa faixa.


"Por décadas, as buscas do SETI se concentraram em uma parte relativamente pequena do espectro de rádio", disse a autora principal do estudo e astrônoma Louisa Mason, da Universidade de Manchester.


"Queríamos entender o que aconteceria se procurássemos em um lugar muito diferente."


Talvez o aspecto mais intrigante dessa mudança de foco seja que a enorme quantidade de dados já coletados pelo SETI ao longo dos anos pode já conter evidências de tais sinais.


Em outras palavras, podemos já ter detectado um sinal alienígena e simplesmente não o percebemos.


"As faixas de rádio milimétricas e submilimétricas permanecem quase completamente inexploradas pelo SETI, então trata-se realmente de abrir uma nova área de parâmetros para busca", disse Mason.


Num futuro próximo, a análise por IA poderá facilitar a busca por esses sinais em grandes quantidades de dados e revelar algo que pode ter estado bem diante dos nossos olhos o tempo todo.


Por outro lado, também é possível que simplesmente não haja nada para encontrar.