Um modelo recente sobre como as estrelas são formadas acrescenta peso à hipótese de que a maioria - senão todas - as estrelas nascem em uma ninhada com pelo menos um irmão.

Nossa própria estrela no centro do Sistema Solar provavelmente não é exceção, e alguns astrônomos suspeitam que o irmão gêmeo do Sol pode ser o culpado pela morte dos dinossauros.

Depois de analisar dados de uma pesquisa de rádio realizada em uma nuvem de poeira na constelação de Perseus, dois pesquisadores da UC Berkeley e do Harvard-Smithsonian Astrophysical Observatory concluíram em 2017 que todas as estrelas semelhantes ao Sol provavelmente nascem com uma companheira.

"Executamos uma série de modelos estatísticos para ver se poderíamos contabilizar as populações relativas de estrelas únicas jovens e binários de todas as separações na nuvem molecular de Perseus, e o único modelo que poderia reproduzir os dados era aquele em que todas as estrelas se formaram inicialmente como binários amplos"disse o astrônomo da UC Berkeley, Steven Stahler, em junho de 2017.

Durante anos, os astrônomos se perguntaram se o grande número de sistemas binários e triplos de estrelas em nossa galáxia são criados próximos uns dos outros, ou se eles se encaixam depois de se formarem.

A hipótese de 'nascer junto' tem sido a favorita, e as simulações desenvolvidas nas últimas décadas mostraram que quase todas as estrelas podem nascer como múltiplas que muitas vezes giram sozinhas.

A evidência empírica que apóia essas simulações tem sido limitada, infelizmente, o que torna este novo trabalho bastante interessante.

[ScienceAlert]

 
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