Dentro da Instalação Nacional de Ignição (NIF). Crédito da imagem: CC BY-SA 3.0 Lawrence Livermore

Cientistas de segurança nacional conseguiram produzir uma explosão recorde de energia usando lasers e fusão nuclear.

Em um experimento recente, uma equipe de pesquisadores do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, no norte da Califórnia, conseguiu liberar 1,3 megajoules de energia em 100 trilionésimos de segundo, concentrando 192 lasers no National Ignition Facility (NIF) em uma bolinha de hidrogênio do tamanho de uma ervilha.

O rendimento de energia, que equivale a 70% da energia absorvida pela pelota, foi muito maior do que a equipe esperava atingir para quebrar o recorde anterior de 170 quilojoules.

Seu sucesso representa mais um pequeno passo em frente na busca pela energia de fusão sustentável.

"Este resultado é um passo histórico para a pesquisa de fusão por confinamento inercial, abrindo um regime fundamentalmente novo para a exploração e o avanço de nossas missões críticas de segurança nacional", disse o diretor do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, Kim Budil.

Muitas vezes vista como o Santo Graal da geração de energia, a fusão nuclear é o mesmo processo que produz energia no Sol e funciona fundindo núcleos de hidrogênio para criar o hélio.

Ao contrário da fissão nuclear, que vem com o risco inerente de derretimento, a fusão é muito mais limpa e segura, enquanto o combustível hidrogênio usado no processo é tão abundante que é praticamente ilimitado.

Os físicos têm tentado construir um reator de fusão nuclear funcional com o propósito de geração de energia por mais de 60 anos, porém o sucesso sempre permaneceu tentadoramente fora de alcance.

[Live Science]
 
});