Imaginemos um doente que sente muitas dores e recebe morfina para diminuir seu sofrimento. A cada dia o médico lhe aplica uma determinada dose da droga para aplacar a dor. Isso se repete durante vários dias. Numa certa altura, sem que o paciente saiba, o médico substitui a morfina por uma solução salina absolutamente inócua. Parece incrível, mas essa solução tem exatamente o mesmo efeito da morfina, e a dor desaparece. Esse fenômeno é conhecido como “efeito placebo”.

 Antes de surgirem os produtos farmacêuticos, no século 20, o efeito placebo era a arma mais poderosa para combater doenças dolorosas. Óleo de minhocas, ervas e até o fato de ser tocado pelas mãos do rei eram métodos utilizados como remédios infalíveis.

 Estudos afirmam que quase 70% dos pacientes tratados com placebo têm bons resultados. Ainda não se sabe explicar o mecanismo químico responsável pela eficiência do efeito placebo na cura de doenças. Cientistas afirmam que reduz a ansiedade porque o paciente acredita que está tomando um medicamento que vai curá-lo, o que libera endorfinas, hormônios que combatem a dor naturalmente.

 O fato é que o efeito placebo continua sendo um mistério e nos faz pensar até onde a mente pode chegar.

 
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