O DNA levantou a tampa dos mamutes da Sibéria. Crédito da imagem: CC BY 2.5 Biblioteca Pública de Ciência

Cientistas extraíram DNA dos dentes de mamutes que vagaram pela Terra há milhares de anos atrás.

As amostras de DNA pré-histórico, que foram recuperadas por cientistas da Suécia, excedem em muito a idade das amostras de DNA de 700.000 anos previamente recuperadas de restos de cavalos antigos.

O DNA foi extraído dos dentes de três espécimes separados de mamutes que foram desenterrados no permafrost da Sibéria na década de 1970.

"Este é, por uma ampla margem, o DNA mais antigo já recuperado", disse o professor Love Dalen - um geneticista evolucionista do Centro de Paleogenética de Estocolmo.

Embora possa não ser Jurassic Park, a realização é altamente significativa porque nos ensina muito sobre esses ancestrais extintos dos elefantes de hoje.

Por exemplo, antes se acreditava que apenas uma espécie de mamute - o mamute da estepe eurasiático - vagava pela Sibéria durante a época do Pleistoceno.

O DNA, entretanto, revelou que pode ter existido de fato duas linhagens genéticas distintas.

Quanto a saber se as amostras podem ser usadas para criar novos mamutes lanudos em um laboratório - isso ainda é muito difícil de acontecer, mas talvez um dia tal feito seja realmente possível.

Nesse ínterim, teremos que nos contentar com o que essa descoberta pode nos ensinar sobre esses gigantes pré-históricos icônicos.

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