8 de mai. de 2020


Uma equipe internacional de cientistas encontrou novas evidências de rios que fluíram na superfície de Marte bilhões de anos atrás – uma descoberta que poderia nos dar novas ideias sobre a busca pela vida antiga no planeta vermelho.

Conforme descrito em um estudo publicado na revista Nature Communications, os cientistas analisaram novas imagens de alta resolução da câmera HiRISE a bordo do Mars Reconnaissance Orbiter da NASA.

O autor principal do estudo, Francesco Salese, da Universidade de Utrecht, na Holanda, disse em um comunicado:

Infelizmentenão temos a capacidade de escalar, olhar para os detalhes em escala mais fina, mas as impressionantes semelhanças com as rochas sedimentares na Terra deixam muito pouco para a imaginação.

A equipe transformou as imagens em mapas topográficos 3D da Bacia Hellas em Marte, uma das maiores crateras de impacto em nosso sistema solar. Eles descobriram depósitos de sedimentos com cerca de 200 metros de altura, aproximadamente o dobro da altura dos Penhascos Brancos de Dover, como aponta o New Scientist, e com 1,5 km de largura.

Salese disse ao New Scientist:

Para formar esses depósitos de 200 metros de espessura, seria preciso condições que exigissem um ambiente capaz de manter volumes significativos de água líquida.

Os pesquisadores esperam que a descoberta possa reforçar futuras pesquisas sobre a vida antiga em Marte.

Joel Davis, pesquisador de pós-doutorado no Museu de História Natural de Londres, Inglaterra, e co-autor do artigo, informou:

Nunca vimos um afloramento com tanta quantidade de detalhes que definitivamente podemos dizer que é muito antigo. Esta é mais uma peça do quebra-cabeça na busca pela vida antiga em Marte, fornecendo uma nova visão sobre a quantidade de água que ocupava essas paisagens antigas.

Os rios que formaram essas rochas não foram apenas um evento pontual – eles provavelmente estavam ativos por dezenas a centenas de milhares de anos.

O que permitiu essa nova descoberta é uma tecnologia incrível que ainda orbita Marte a centenas de milhões de quilômetros da Terra. Por exemplo, a câmera a bordo do Mars Orbiter da NASA é capaz de tirar fotos da paisagem marciana a uma resolução de 25 centímetros por pixel a uma altura de 400 km.

O co-autor William McMahon explicou no comunicado:

Aqui na Terra, rochas sedimentares têm sido usadas por geólogos há gerações para colocar restrições sobre como eram as condições em nosso planeta há milhões ou bilhões de anos atrás.

Agora temos a tecnologia para estender essa metodologia para outro planeta terrestre, Marte, que abriga um antigo registro de rochas sedimentares que se estende ainda mais no tempo do que o nosso.












Com a Informação Futurism.

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