7 de fev. de 2020


O derretimento de geleiras ocasionado pelas mudanças climáticas tem trazido inúmeras descobertas incríveis, como nematoides que ressuscitaram depois de 40.000 congelados, um mamute lanoso e uma cabeça de lobo muito bem preservada descobertos no permafrost siberiano. Mas o derretimento também tem despertado preocupações, uma delas está relacionada à possibilidade de que vírus antigos e mortais possam ser despertados assim como os nematoides.
Agora essa preocupação pode aumentar, pois um grupo de cientistas após examinar dois núcleos de gelo em uma geleira tibetana anunciaram que as amostras carregam 28 grupos de vírus nunca vistos antes. 

Porque estudar esses vírus antigos?

Investigar esses vírus antigos pode ajudar os cientistas a descobrir quais vírus prosperaram em diferentes climas e ambientes ao longo do tempo. Além disso, se o derretimento liberar micróbios nocivos para as pessoas ou ao meio ambiente, é melhor sabermos o máximo possível sobre eles, para que estejamos preparados para lidar com problemas futuros.

A pesquisa

Em 1992 e em 2015 duas amostras de núcleos de gelo da calota de gelo de Guliya no platô tibetano foram coletadas. No entanto, naquela época, não havia medidas especiais que evitassem contaminação microbiana durante a perfuração, manuseio ou transporte. Então o exterior das amostras foi contaminado, mas o interior das amostras permaneceu intacto.
Para acessar a parte interna dos núcleos, os pesquisadores instalaram-se em uma sala fria e usaram uma serra de fita esterilizada para cortar uma pequena parte do gelo da camada externa. Em seguida, lavaram os núcleos de gelo com etanol para derreter outros 0,2 cm de gelo. Finalmente, eles lavaram os próximos 0,2 cm de distância com água estéril e alcançaram uma camada não contaminada que poderiam estudar.
Após raspar cerca de 1,5 cm de gelo, os pesquisadores alcançaram uma camada não contaminada em que poderiam estudar os vírus antigos. (Imagem: Zhong, Zhi-Ping (2019): Zhong et al 2020 Supporting Information. figshare. Journal contribution. https://doi.org/10.6084/m9.figshare.11427246.v1)
Após raspar cerca de 1,5 cm de gelo, os pesquisadores alcançaram uma camada não contaminada em que poderiam estudar os vírus antigos. (Imagem: Zhong, Zhi-Ping (2019): Zhong et al 2020)
A equipe de pesquisa revelou 33 grupos de gêneros de vírus nos núcleos de gelo. Desses, 28 eram desconhecidos anteriormente pela ciência.














Com a Informação Socientifica.

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