novembro 15, 2019
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Durante a Guerra do Paraguai ( 1864-1870 ) a cidade de São Borja, fronteira oeste do Rio Grande do Sul, foi saqueada e desabitada. Depois do término do conflito, muitas pessoas de outras cidades foram viver lá para repovoá-la. Entre elas, uma jovem chamada Maria do Carmo Fagundes, natural de Bagé.
Maria do Carmo era, segundo descrições da época, uma moça de porte médio, morena, de cabelos longos, vaidosa, que gostava muito de festas, beber e fumar. Era, em resumo, uma mulher à frente do seu tempo. Chamava a atenção dos homens pela sua beleza e sempre estava acompanhada por um amante diferente, geralmente militares. Por isso era considerada prostituta, mas não vendia o corpo. Ela, na verdade, tinha o que hoje se chama de " ficantes".
Em 27 de agosto de 1890, Maria do Carmo se maquiou, perfumou e foi deslumbrante à última festa de sua vida terrena. Lá ela encontrou vários admiradores e ex-
amantes. Um deles, porém, estava cego de ciúmes e de paixão por aquela mulher livre e independente. Mas, quando a procurou, foi rejeitado. Maria do Carmo passou a noite bebendo, fumando, conversando e rindo com os conhecidos. Em um dado momento, aquele homem a chama para conversar.
Maria do Carmo o segue, sem desconfiar do que a esperava.  Dali a poucos minutos ocorreu o crime que chocou a sociedade local e a transformaria numa lenda. Ela foi esfaqueada até a morte, depois o criminoso esquartejou a vítima, decepou sua cabeça e a deu como comida aos cachorros. Seus restos mortais foram encontrados nos fundos do quartel militar por moradores próximos, e enterrados ali mesmo, junto de uma estacada em cruz rústica com o nome dela. Maria do Carmo tinha cerca de 26 anos de idade.
Apesar de sua reputação duvidosa para a moral da época, Maria do Carmo era conhecida como uma mulher de bom coração, que ajudava as pessoas à sua volta.Por isso, seu bárbaro assassinato causou grande revolta na população local, e muitas pessoas, na maioria mulheres, passaram a visitar o local onde jaziam seus restos mortais. A devoção aumentou e nos anos 1940 foi construído um túmulo de alvenaria.
O túmulo de Maria do Carmo é, hoje, um dos pontos turísticos da cidade de São Borja. Muitos devotos visitam o lugar para fazer pedidos e deixar oferendas, geralmente coisas que ela apreciava em vida, como batons, cigarros, batons, fitas e laços. A crença nos milagres de Maria do Carmo se popularizou e hoje ela é conhecida como a Santa Profana, a Santa Prostituta, ou uma Pomba Gira. Seu túmulo recebe visitas até mesmo na Argentina, pois são encontrados no local bilhetes de agradecimento em espanhol. É visitado principalmente por mulheres, que pedem casamento, amantes, namorados e também proteção aos filhos. Mas, será que ela realiza mesmo milagres?
Duas pessoas cometeram suicídio no túmulo de Maria do Carmo, casos até hoje sem explicação. Uma mulher ateou fogo no próprio corpo e um homem tomou veneno. Quais teriam sido seusa motivos, e por que teriam escolhido o túmulo da moça para tirar as próprias vidas?

Entre relatos populares, há aqueles que dizem que o túmulo é um lugar amaldiçoado. As pessoas temem passar pelo local à noite, e muitos homens afirmaram ter ouvido uma voz feminina chamando por eles, outros dizem escultar risadas e barulhos de garrafas. Um militar relatou ter visto uma moça atraente, mas toda ensanguentada vagando pelo local. A figura se desvaneceu diante de seus olhos.













Com a Informação Sobenatural.

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