Mesmo que não sejamos a primeira ou a única civilização inteligente do universo, é perfeitamente possível que muitas outras civilizações avançadas tenham surgido e desaparecido muito antes do surgimento da humanidade.
Em um novo estudo liderado pelo astrônomo Brian Lacki, da Breakthrough Listen Initiative da Universidade de Oxford, os pesquisadores argumentam que a melhor maneira de procurar por vida extraterrestre é encontrar os vestígios de suas maiores estruturas — maravilhas tecnológicas de uma escala que só podemos sonhar em igualar.
Vestígios delas, argumenta Lacki, podem até ter ido parar em mundos dentro do nosso próprio sistema solar.
Um exemplo disso é uma esfera de Dyson — uma grande estrutura (ou um conjunto de estruturas menores) construída para envolver e aproveitar a energia de uma estrela inteira.
Se esse enxame não fosse monitorado cuidadosamente e sua posição não fosse ajustada rotineiramente, as plataformas individuais dentro do enxame poderiam começar a colidir umas com as outras, causando uma cascata devastadora e produzindo uma grande quantidade de detritos.
Eventualmente, esses detritos poderiam se transformar em vastas nuvens de poeira (ou 'tecnogrãos').
"À medida que o sistema solar passa por esse reservatório, os mundos dentro dele seriam expostos a uma pequena quantidade de tecnogrãos, e uma pequena fração deles pode se depositar suavemente no regolito de mundos como a Lua", escreveu Lacki.
Então, será que realmente existem restos de uma megaestrutura alienígena em nosso próprio sistema solar?
Só o tempo dirá.
