A ficção científica há muito explora a ideia de extraterrestres caminhando entre nós, mas como essas entidades se sustentariam?
No icônico filme de Steven Spielberg dos anos 80, E.T: O Extraterrestre, o alienígena titular é visto comendo e bebendo todos os tipos de alimentos e bebidas, de chocolates a latas de cerveja.
Na realidade, é improvável que uma entidade que viveu e evoluiu em outro mundo seja capaz de consumir e digerir os mesmos tipos de alimentos que nós.
Por exemplo, em A Guerra dos Mundos, os invasores alienígenas morrem literalmente porque bebem a água da Terra, que está contaminada com bactérias que se provaram mortais para eles.
O professor José Miguel Soriano del Castillo, da Universidade de Valência, há muito tempo reflete sobre essa questão.
Ele argumenta que se alimentar dos mesmos alimentos que os humanos consomem seria extremamente arriscado para um visitante de outro mundo e que sua melhor opção seria buscar os nutrientes e matérias-primas individuais dos alimentos, como água, nitrogênio, sais e moléculas orgânicas básicas.
Se fossem suficientemente avançados, poderiam até usar esses materiais para sintetizar alimentos adequados para consumo.
Quanto ao que um alienígena normalmente comeria em seu próprio planeta, é difícil especular, pois depende inteiramente da biologia do alienígena e da natureza da atmosfera de seu planeta.
Se algum dia nos encontrássemos na situação de ter que fornecer comida a um visitante alienígena, provavelmente precisaríamos de uma equipe inteira de cientistas e nutricionistas para determinar o que ele poderia e o que não poderia comer.
Alimentá-lo com a coisa errada — por mais bem-intencionada que fosse — poderia ser fatal.
