A infame embarcação foi encontrada à deriva e abandonada em 1872, dando início a um mistério que perduraria por mais de 150 anos.
Descoberta nas águas dos Açores, no Oceano Atlântico, em 4 de dezembro de 1872, a Mary Celeste – uma brigantina mercante – foi o foco de um mistério que permanece como um tema de intenso debate.
A embarcação foi encontrada à deriva e abandonada, com as velas parcialmente içadas e um dos botes salva-vidas desaparecido.
Não havia absolutamente nenhum sinal da tripulação e nenhuma indicação do que poderia ter acontecido para levá-los a abandonar um navio que, na época da descoberta, ainda estava em perfeitas condições de navegar.
Anotações encontradas no diário de bordo indicavam que ele havia partido de Nova York para Gênova em 7 de novembro, sendo a última anotação dez dias antes da descoberta.
Havia um suprimento abundante de alimentos e provisões a bordo, e até mesmo a carga estava intacta.
Após mais de um século de especulação, pesquisadores acreditam ter conseguido confirmar o que se considera a razão mais provável para o abandono do navio pela tripulação.
O navio Mary Celeste transportava 1.700 barris de álcool puro quando foi descoberto, mas quando a embarcação foi revistada após o naufrágio, constatou-se que 9 dos barris estavam vazios.
Isso levou à teoria de que os barris haviam vazado, enchendo o porão com vapores inflamáveis que eventualmente causaram uma violenta explosão.
Ao presenciarem isso, a tripulação provavelmente abandonou o navio temendo por suas vidas.
Para demonstrar essa explicação, pesquisadores realizaram um experimento no qual provocaram uma explosão idêntica de álcool em uma maquete do navio.
Assim como no navio real, não houve evidências de explosão posterior e o incêndio não atingiu os outros barris de álcool.
Isso significa que a teoria do vazamento é a explicação mais provável para o que aconteceu com a tripulação.
