Lembro quando nos escondemos e você dizia frases de amor, eram palavras tão inocentes, esse gesto simples e delicado realçou nossa amizade, sempre quando voltávamos para casa juntos, seu olhar inquisidor me assustava, deixava suas amigas do colégio e vinha em minha direção.
Sempre falando espontaneamente:
— Você todo dia sai mais cedo, não entendo o porquê de nunca me esperar, hoje você irá comigo entrar naquela cabana?
Insistentemente me influenciava a ir para aquela cabana, a minha resposta era diariamente a mesma:
— Não quero.
Não havia nada naquele lugar, uma cabana isolada repleta de mato e espinho, mas a sua insistência me venceu, na manhã de sexta-feira, timidamente caminhei noutra direção seguindo teus passos, os espinhos rasgaram minha camisa, em poucos minutos chegamos no lugar tão desejado por você.
Falei:
— Aqui não tem nada, não entendo o que há de tão interessante para você nesse lugar.
Seus olhos já não eram os mesmos, sua mão passava pelo meu corpo de uma forma diferente, despertando uma sensação e um instinto até então desconhecido, subitamente segurei e levantei a tua saia.


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