11 de jan. de 2020


O filme A lista de Schindler é narrado durante a segunda guerra mundial, enquanto Hitler tentava dominar o mundo e erradicar as raças impuras, nesta mesma época teve um alemão que se sensibilizou com a situação dos judeus e destinou toda a sua fortuna para salvar o máximo de pessoas da morte.
A história do filme teve muitas críticas negativas, pois ele era baseado na vida de Oskar Schindler, um empresário alemão ganancioso que somente após conhecer os campos de concentração decide ajudar as pessoas. Porém, as diversas críticas que foram feitas não é voltadas para as histórias em si, mas como ela foi narrada, exaltando a versão do alemão em vez de mostrar as dificuldades que os judeus enfrentavam, fazendo com que eles ficassem em segundo plano na história.


QUEM FOI OSKAR SCHINDLER

Oskar Schindler nasceu em Svitavy, em 1908, na antiga província da Austro-Húngara e atual República Checa. Em 1936, ele começou a trabalhar no Escritório Alemão de Inteligência Militar Estrangeira, e em fevereiro de 1939, se juntou ao Partido Nazista.


Foi em novembro de 1939 que a sua vida iria mudar de um negociante oportunista para um herói. Neste ano, Schindler e sua família se mudaram para a cidade de Cracóvia e comprou uma fábrica de utensílios esmaltados de judeus destituídos, reinaugurando com o nome de Emalia. Esta foi a única fábrica de Schindler que empregou escravos judeus, durante o fechamento de um gueto perto da fábrica, em 1943, Schindler permitiu aos trabalhadores judeus uma relativa segurança durante as noites na fábrica.
Sustentado a alegação que seus trabalhadores eram essenciais para a iniciativa de guerra alemã, Schindler interviu por seus funcionários quando eram submetidos às condições brutais do campo de concentração de Plaszow, através de subornos e diplomacia pessoal.
Por causa da proteção que oferecia aos judeus, as autoridades alemãs chegaram a suspeitar diversas vezes que Schindler fornecia auxílio não autorizado aos judeus, e por isso foi preso por três vezes, porém nunca conseguiram provas para condená-lo.
Em outubro de 1944, Schindler obteve autorização dos alemães para mudar a fábrica para Morávia, e seu assistente elaborou várias versões de uma lista com os nomes de 1.200 prisioneiros judeus necessários para trabalhar na nova fábrica. Estas listas ficaram conhecidas, entre os judeus, como “A lista de Schindler”.
Após a mudança da fábrica que produzia armamento, em quase oito meses foram fabricados somente um vagão de munição. Para que as autoridades não suspeitasse do seu empreendimento, Schindler apresentava relatórios alterados de produção quando eram solicitados.
Em 1949, com o término da guerra, Schindler e sua esposa emigraram para a Argentina. Somente em 1962, o memorial Israelense do Holocausto, Yad Vashem, concedeu a Schindler o título de “Justo entre as Nações” pelos seus esforços de resgate na época de Guerra. Em outubro de 1974, Schindler vem a falecer na Alemanha, pobre e quase desconhecido.

E O ROTEIRO, COMO FOI DESENVOLVIDO?

O judeu Poldek Pfefferberg que esteve nos campos de concentração em Auschwitz, e foi uma das pessoas salvas pela lista de Schindler, decidiu que a história do homem que o salvou não poderia ficar em branco, e foi através de diversos escritores para que alguém escrevesse a história das empresas de Schindler, porém ninguém aceitou o desafio.
Somente em 1982, quase 40 anos depois, Pfefferberg consegue persuadir o autor australiano Thomas Keneally para escrever a história sobre Oskar, o qual foi transformado no livro A Arca de Schindler. Foi através deste livro que foi desenvolvido a base do roteiro para o filme, ou seja, A lista de Schindler é baseada em fatos reais.

PORQUE O FILME É GRAVADO EM PRETO E BRANCO

O diretor Steven Spielberg, baseado na referência visual de um documentário do Holocausto, decide gravar as cenas dos filmes em preto e branco para intensificar a dor e o sofrimento da época. Abordando as referências visuais do estilo do expressionismo alemão, o estilo que marcou os filmes europeus durante a guerra.

A MENINA DE CASACO VERMELHO

Em alguns momentos do filme aparecia uma menina usando um casaco vermelho, sendo que dentro das cenas preto e branco ela se destacava entre todos os outros personagens. Está garotinha foi Oliwia Dabrowska que na época tinha somente três anos de idade.

Estas cenas foram inspiradas em uma menina que esteve no holocausto, e conseguiu sobreviver e, em 2002, escreveu o livro A menina de casaco vermelho contando sobre os seus dias na guerra.

AS PREMIAÇÕES

Sendo indicado a 12 prêmios no Oscar, ganhou sete deles incluindo melhor fotografia, melhor diretor, melhor edição, melhor cinematografia, melhor adaptação, melhor direção artística e melhor trilha sonora original.
















Com a Informação Medium.

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