A culpa é dos jogos de terror e violência? Não é que diz o filme. | Resumo. /* contents of a small JavaScript file */

3 de jan. de 2020


Os videogames matam? Será que a culpa da violência dos jovens na atualidade é por causa da excessiva quantidade de jogos eletrônicos violentos? Não está determinado ainda se videogames violentos conduzem crianças a comportamento sanguinário, mas um novo estudo concluiu que jogos de tiro não transformam garotos em assassinos.

Karen Sterheimer, socióloga da Universidade de Southern California que pesquisa este assunto desde 1999, disse que culpar os videogames pela violência dos jovens é algo muito relevante e deixa de considerar outros fatores importantes que podem claramente influenciar no comportamento do jovem.

"Uma sinfonia de eventos controla a violência", disse Sterheimer, que começou sua pesquisa depois que alguns especialistas atribuíram ao game "Doom" a culpa pelo ataque a tiros contra a Columbine High School, no Colorado, durante o qual dois alunos mataram 13 pessoas e depois se suicidaram no mesmo local, uma cena que chamou a atenção do mundo inteiro, e mais ainda ao saber que tais jovens eram viciados em jogos eletrônicos violentos.

O artigo de Sterheimer, "Videogames matam?", será publicado pela revista Context, da Associação Sociológica Americana, no momento em que a União Européia vem estudando proibir certos jogos violentos e harmonizar as penalidades impostas por seus países membros a varejistas apanhados vendendo esses produtos a menores de idade.

A pesquisa de Sterheimer, que envolve análise da cobertura jornalística e de estatísticas do FBI com relação ao crime juvenil, constatou que nos 10 anos posteriores ao lançamento de "Doom" - e muitos outros títulos de nome violento-, o índice de prisão de menores de idade por homicídios caiu 77 por cento nos Estados Unidos.

"Se desejamos compreender por que os jovens se tornam homicidas, precisamos observar mais do que os jogos que eles jogam... (ou) perderemos algumas das mais importantes peças do quebra-cabeça", disse ela, mencionando violência na família e na comunidade, a alienação causada pela vida nos subúrbios e o menor envolvimento dos pais como outros possíveis fatores.

Sterheimer disse que culpar os videogames inocenta o ambiente em que a criança foi criada e também remove a culpa dos criminosos. "O problema é complicado e merece mais que uma solução simples", afirmou.

Recentemente os atentados na Noruega atraíram a atenção de todos os noticiários, com os atos de terrorismo de Anders Behrin Breivik em Oslo e Utoya deixando dezenas de vítimas. Surpreendentemente (ou não), os videogames levaram a culpa quando o terrorista mencionou Call of Duty.


No manifesto deixado por Anders, ele comenta que via Call of Duty: Modern Warfare 2 como parte de seu treinamento, além de encobrir o tempo que gastava planejando os atentados dizendo que estava jogando World of Warcraft, apesar de sua conta estar desativada há mais de seis meses.
Jogadores que o conheciam ficaram chocados e muitos jogadores no fórum de World of Warcraft marcaram atos simbólicos, como um minuto de silêncio em nome das vítimas. Christopher Ferguson comentou que conforme os jogos se tornam mais populares, deverão perder esses estigmas.

0 Comentários :

Postar um comentário