outubro 24, 2019
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Segundo o FBI, Samuel Little é o serial killer mais prolífico da história norte-americana. Até agora, ele confessou 93 assassinatos realizados ao longo de três décadas em 19 estados. Confiando no que os investigadores descreveram como memória fotográfica, o homem de 79 anos fez desenhos de dezenas de suas vítimas com uma precisão de arrepiar.

Com cabelos e barba brancos, rugas e em uma cadeira de rodas, um senhor de 78 anos – chamado Samuel Little – pode ser um dos maiores assassinos em série da história dos Estados Unidos. Em 2014, após ser condenado à prisão perpétua por três assassinatos que aconteceram nos anos 80, Little acabou confessando aos investigadores mais uma porção de crimes violentos.

Com um histórico criminal que teve início em 1956, Samuel conta com uma grande lista de contravenções. Entre os diversos crimes, estão assaltos, roubos a lojas, fraude, crimes relacionados a drogas, solicitação (quando alguém paga ou induz outra pessoa a cometer um delito) e acusações de violação de domicílio.

Sinistro

Sua prisão só aconteceu efetivamente em setembro de 2012, em um albergue no estado de Kentucky. Nesse momento, a acusação se referia a crimes envolvendo narcóticos. Foi durante o período em que Little ficou sob custódia que os detetives do Departamento de Polícia de Los Angeles conseguiram amostras de DNA. O material genético acabou conectando o homem a três homicídios não resolvidos, que ocorreram em 1987 e 1989. As vítimas eram mulheres que foram espancadas e depois estranguladas, seus corpos foram desovados mais tarde em lugares como becos e estacionamentos.

Além do DNA, o testemunho de outras mulheres, que sobreviveram às agressões de Samuel, foi crucial para sua condenação 2 anos depois, em 2014. O assassino estava em constante movimento, sempre indo de um lugar para outro, andou por dezenas de estados e nunca ficou em um mesmo local por muito tempo. Na época de sua condenação, o FBI já havia levantado um alerta para o padrão que se formava entre suas movimentações e os diversos homicídios não resolvidos pelo país.

Mapa mostra locais onde Samuel teria matado mulheres, de acordo com as suas confissões (FBI)
Entre eles, um assassinato que ocorreu em 1994, em Odessa, no Texas, chamou a atenção dos investigadores. Denise Christie Brothers havia sido morta da mesma forma que as três vítimas de Los Angeles. O corpo, estrangulado, foi encontrado em um estacionamento vazio. Durante a apuração do caso, policiais realizaram uma série de entrevistas com Little, que acabou confessando dezenas de outras mortes com seus detalhes.

Samuel relatou, durante as entrevistas, ter acabado com a vida de pelo menos 90 mulheres. Suas vítimas eram geralmente marginalizadas, envolvidas com drogas ou prostituição. As mortes aconteceram por todo o país, de Los Angeles a Miami, de Houston a Cleveland, e em diversos anos. O criminoso conseguiu passar despercebido, segundo sua confissão, de 1970 até 2005. Apesar de sua "colaboração", apenas 34 assassinatos foram confirmados pelas autoridades.

Embora confuso quanto às datas, Samuel Little – também conhecido como Samuel McDowell – lembra-se detalhadamente das vítimas e de como as matou. Em julho de 2018, ele foi finalmente acusado do assassinato em Odessa. Agora, as autoridades estão em processo de verificação dos outros homicídios, e nenhuma acusação formal adicional foi feita – por enquanto. Adoentado, o criminoso permanece preso no Texas, enquanto investigadores conduzem entrevistas quase que diárias, buscando obter mais detalhes sobre suas confissões.



























Com a Informação MSN.

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