Na década de 1960, um artigo publicado na revista Science previu que o mundo acabaria devido à superpopulação.
Mais um dia, mais uma previsão apocalíptica — só que desta vez, a previsão não vem de teóricos da conspiração, mas de cientistas que publicaram seu trabalho em um respeitado periódico científico.
Escrito pelo professor austro-americano Heinz von Foerster e dois de seus alunos na década de 1960, o artigo propôs a ideia de que a taxa de crescimento da população humana era tão grande que, em 13 de novembro de 2026, atingiria seu limite, provocando o colapso total da civilização.
Esse destino final foi descrito pelos autores como "ser esmagado até a morte".
O artigo gerou muito debate e discussão, especialmente na época e, em particular, em relação aos problemas inerentes a uma população humana em constante crescimento.
Por um tempo essa previsão estava prestes a se concretizar por volta de 1993, quando a população mundial começou a ficar abaixo do número esperado.
Hoje, a taxa de natalidade é menos da metade da que era na década de 1960 e, obviamente, não há chance de a expansão da raça humana atingir o 'limite' no final do próximo mês.
Mesmo assim, a data em si tem sido muito divulgada nos últimos anos, embora aqueles que perpetuam a ideia de nosso iminente desaparecimento não tenham um entendimento real da previsão original.
Basta dizer que não seremos extintos em 13 de novembro (pelo menos não por superpopulação).
