A ambiciosa missão interestelar tem como objetivo enviar uma espaçonave em uma viagem só de ida para o nosso sistema estelar mais próximo.
A questão de estarmos ou não sozinhos no universo permanece um dos maiores enigmas filosóficos da nossa época. Embora pareça quase inconcebível que nossa civilização esteja sozinha no cosmos, o fato é que ainda não encontramos nenhuma evidência.
O paradoxo de Fermi destaca a contradição entre a provável existência de civilizações extraterrestres e o fato de nunca termos encontrado nenhuma, parece sugerir que ou não existem alienígenas, ou eles são tão raros que é improvável que algum dia os encontremos.
Em um esforço renovado para abordar pelo menos o aspecto do paradoxo de Fermi, cientistas propuseram uma missão audaciosa a Alpha Centauri – nosso sistema solar vizinho mais próximo.
Seria uma missão diferente de qualquer outra já realizada, principalmente porque o destino está a mais de 4 anos-luz de distância – uma distância que parece inimaginável de ser percorrida com a tecnologia atual.
A espaçonave proposta, batizada de Fermi Explorer, passaria os primeiros 12 anos essencialmente ganhando velocidade dentro do nosso próprio sistema solar antes de seguir para o espaço interestelar.
A viagem real até Alpha Centauri levaria impressionantes 77.000 anos.
Então, como isso nos ajuda a explicar o paradoxo de Fermi?
De acordo com a equipe, a sonda demonstraria que é possível construir uma espaçonave interestelar relativamente barata e mostraria que o universo poderia estar repleto de sondas desse tipo.
Pode-se argumentar que essa conclusão é um tanto forçada, já que não prova nada em particular e certamente não nos ajudará a entender se a vida extraterrestre é abundante no universo.
Dada a lentidão da espaçonave, é provável que a ultrapassemos no futuro antes mesmo que ela chegue a Alpha Centauri, pois tecnologias mais avançadas permitirão realizar a mesma viagem em menos tempo.
Ainda assim, será interessante ver se a missão será lançada em 2029, conforme planejado.

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