Uma equipe de cientistas da Universidade de Bristol pode finalmente ter encontrado os primeiros indícios da substância misteriosa.
Apesar dos esforços conjuntos, os astrônomos não conseguiram observar a matéria escura diretamente porque ela não absorve, emite ou reflete qualquer radiação eletromagnética, tornando-a impossível de ser vista.
No entanto, cientistas que trabalham na Instalação de Pesquisa Subterrânea de Sanford, nos EUA, revelaram recentemente ter detectado o que podem ser os primeiros indícios da existência de matéria escura.
As descobertas provêm de dados coletados pelo LUX-ZEPLIN (LZ) – um dos detectores de matéria escura mais sensíveis do mundo – recentemente registrou uma interação de partículas particularmente notável.
É importante ressaltar que isso, por si só, não constitui prova conclusiva da existência de matéria escura, mas oferece uma via de investigação que pode levar a tal descoberta.
"É um momento incrivelmente empolgante, o tipo de evento com que todo físico de partículas astronômico sonha, e mal podemos esperar para analisar mais dados e ver se surgem outros eventos candidatos", disse o professor Henning Flaecher, físico de partículas experimental da Universidade de Bristol.
Compreender a natureza da matéria escura seria uma das descobertas mais significativas da física.
No entanto, se a descoberta recente realmente levará à detecção direta dessa substância elusiva, permanece — pelo menos por enquanto — incerto.
