Uma nova análise do cérebro da ave revelou que a expressão "burro como um dodô" é totalmente infundada.
Esta icônica ave não voadora, que outrora habitava a ilha Maurícia, é talvez o exemplo mais conhecido de uma espécie extinta pela caça humana – uma criatura que se tornou sinônimo da ideia de que nossas atividades neste planeta podem ter consequências terríveis para outras espécies.
O primeiro registro de um encontro com um dodô foi feito por marinheiros holandeses em 1598 e, em 1662, a espécie já havia sido completamente dizimada devido à caça e à destruição de seu habitat.
A ideia de que os dodôs eram particularmente estúpidos – popularizada pela expressão "burro como um dodô" – surgiu do fato de que, quando foi descoberto, não demonstrava medo de humanos e era fácil de capturar.
Um novo estudo liderado por uma equipe internacional de cientistas determinou que essa expressão pode ser tão injusta quanto imprecisa.
Ao criar tomografias computadorizadas de alta resolução dos únicos três crânios de dodô completos conhecidos, a equipe conseguiu montar um modelo detalhado do cérebro da ave.
O que eles descobriram foi que o dodô provavelmente não era menos inteligente que o pombo moderno (com o qual era aparentado) — uma espécie conhecida por suas apuradas habilidades de navegação.
O motivo pelo qual o dodô não fugia dos humanos foi porque nunca os havia encontrado antes e não desenvolveu um medo inato.
Infelizmente, a rapidez com que foi extinto não lhe deu a chance de se adaptar.
