A descoberta foi feita usando a Dark Energy Camera (DECam) durante observações da Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia satélite da nossa Via Láctea.
Graças a um efeito conhecido como lente gravitacional, os pesquisadores notaram um brilho temporário em uma estrela específica.
Esse efeito de brilho durou aproximadamente uma hora.
A questão é: o que poderia ser esse objeto, apelidado de "Phoebe" pela equipe?
Uma possibilidade é que o objeto seja um planeta errante – um mundo livre que se separou de seu sistema solar original e agora flutua sem amarras pelo vazio interestelar.
Se isso for verdade, seria a primeira detecção de um planeta extragaláctico.
Os pesquisadores acreditam que a explicação mais provável é que Phoebe seja, na verdade, algo conhecido como um buraco negro primordial.
Acredita-se que esse tipo teórico de buraco negro tenha se formado logo após o Big Bang a partir de bolsões extremamente densos e compactos de matéria subatômica que colapsaram gravitacionalmente.
"Com base em uma comparação das profundidades ópticas dos três modelos galácticos, é muito mais provável que Phoebe pertença à densidade da matéria escura e, portanto, seja o melhor candidato a um [buraco negro primordial]", escreveram os autores do estudo.
