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Uma equipe de notícias de uma emissora de TV colombiana foi até o povoado de "La Siberia", conhecido na região como o "povoado fantasma", localizado a poucos minutos do município de La Calera, no departamento de Cundinamarca, na Colômbia. No local havia funcionado uma fábrica de cimento por 80 anos, mas hoje tornou-se uma fonte de lendas e também de fenômenos paranormais. Durante a gravação do que sobrou da igreja e da delegacia de polícia, a equipe testemunhou uma canção que durou vários minutos, aparentemente vinda do nada.

De Fábrica Próspera a Povoado Fantasma

Tudo começou quando um grupo de empresários denominado "Sociedade Filhos de Miguel Samper & Company" decidiu em 1906 comprar na região de La Calera, a Fazenda "La Siberia" por 10.000 libras esterlinas, para construir um ambicioso projeto que viraria um marco no futuro da indústria da Colômbia. 

Em 1909 foi criada uma mina de calcário, que se tornou a mais importante e de maior pureza do país, porém todo o material extraído da mina era transportado em lombo de burros para Bogotá.

Foi então que em 1927, a Cimento Samper inaugurou uma espécie de teleférico para transportar o calcário para uma outra fábrica chamada "Contador", que era uma espécie de ponto intermediário em algum lugar entre a mina na região da Siberia e Bogotá. Graças a este projeto, liderado por Antonio Morales Barcenas, o transporte de calcário foi aperfeiçoado, mas gradualmente o mesmo começou a se acumular na fábrica "Contador", e essa situação iria fazer que uma decisão, que se tornaria histórica, fosse tomada.
Em 1933 foi inaugurada uma estrutura monstruosa perto da mina, para centralizar a fabricação de cimento. Participaram da inauguração na época um representante do ex-presidente Olaya Herrera, os principais responsáveis pela indústria nacional colombiana e um pequeno exército de trabalhadores que ajudaram a construir a imensa chaminé, os depósitos, silos de armazenamento e um pesado forno dinamarquês Polysius, que produzia cerca de 150 toneladas de cimento por dia.

O monstro tinha um nome: La Siberia. A fábrica de cimento foi erguida como uma das realizações da construção colombiana, sendo que havia sido construída sob a supervisão de uma equipe alemã. 

Ao longo dos anos La Sibéria foi sendo expandida por milhares de metros quadrados contando com três gigantescos fornos. A produção que inicialmente havia sido calculada em centenas de toneladas, excedeu os milhares com facilidade. No auge da sua produção "La Siberia" chegou a produzir 1.500 toneladas por dia, ou seja, 10 vezes mais do que se produzia no começo.

No entanto não era apenas isso que Siberia reservava. Ainda em 1933 a folha de pagamento da empresa cresceu e seus diretores decidiram erguer algumas edificações ao redor da fábrica. Foram construídas: uma igreja, escola para os filhos dos empregados, um centro de saúde, um refeitório para funcionários, creches, cooperativa, campo de futebol, lojas e farmácias. Dezenas de casas foram construídas em torno dela para abrigar 80 famílias que no começo não pagavam aluguel. Como qualquer grupo social, os moradores organizavam reuniões e celebrações que envolviam toda a comunidade. No auge cerca de 200 trabalhadores faziam o monstro produzir concreto 24 horas por dia para satisfazer a necessidade do progresso.

Muitas outras fábricas começaram a surgir na Colômbia, porém nenhuma delas produzia tanto quanto "La Siberia". Em 1967 a fábrica estava passando por um dos seus melhores momentos, porém a partir de 1982 a Cimento Samper começou a ter uma crise financeira após um período de recessão na economia do país. A empresa teria sido prejudicada por uma série de políticas trabalhistas, e também teve problemas com o sindicato, chegando a ter uma greve que interrompeu a produção por 6 meses. Havia também um problema principal e de ordem natural: o calcário da região estava chegando ao seu fim. Assim sendo pouco a pouco o monstro apresentava sinais de cansaço.

Em um manhã de 1996, os moradores do povoado testemunharam a primeira casa sendo abandonada. A partir desse dia, a cada semana havia pelo menos uma família a menos em La Siberia. Um ano depois, em 1997, um grupo chamado Cemex comprou a Cimento Samper, porém o fim da comunidade da Siberia, que durante anos parecia inevitável, chegou em 8 de agosto de 1998 quando a fábrica foi desativada restando apenas 12 trabalhadores. 

Os avanços tecnológicos na fabricação de cimento através dos anos, também deixaram obsoletas as enormes máquinas que foram instaladas na fábrica no início do século passado e assim a Cemex não tinha mais motivos para mantê-la funcionando. O povoado então se tornou "fantasma" e ficou parado no tempo.

Fábrica de Cimento e a Região de La Siberia Atualmente

A localidade hoje em dia se resume a ruínas, escombros corroídos pela ação do vento e da chuva, com muita vegetação por todas as partes e animais, porém também há muito lixo e o grafite, que devido a anos de "turismo" foi deixado em suas paredes. Muita infiltração por todos os lados e um cenário que muitos comparam com Chernobyl.

Entretanto ao que parece, existe um plano para mudar a paisagem: "A fábrica não está abandonada. Desde que as operações terminaram, nós estamos fazendo a retirada dos equipamentos aos poucos. Nós exploramos as possibilidades de desenvolvimento urbano nessa propriedade. Neste momento estamos fazendo todos os estudos em conjunto com entidades governamentais", explica Laura Milena Garcia, coordenadora de projetos imobiliários da Cemex, em uma entrevista no ano de 2013.

Dos 347 hectares que tem a Siberia, a Cemex planeja construir casas em 200 hectares, que de acordo com eles, são urbanizáveis. "Há 147 hectares de reserva florestal e estamos agindo de acordo com o Ministério do Meio Ambiente. O desmantelamento da fábrica não apresenta nenhum risco ambiental. Não há resíduos que possam comprometer a reserva", completou Garcia.

Entretanto há um conflito de interesses, pois há uma série de impecilhos para que isso aconteça. Boa parte da região é protegida ambientalmente pelo governo.

A Cemex diz está em uma luta constante para evitar que as pessoas vão até o local, uma vez que eles dizem, que não há nenhum fantasma, fenômenos paranormais e tão pouco que o local não está abandonado, pois é uma propriedade privada. O estado atual como pode ser visto por diversas fotos não demonstra isso.

 Fenômenos Paranomais e os Fantasmas de La Siberia

Inevitavelmente La Siberia passou a abrigar um ambiente propício para que moradores próximos da localidade eventualmente começassem a relatar fenômenos paranormais e fantasmas que supostamente assombram a região. 

O mais famoso fantasma na verdade seria de uma enfermeira que muitos relatam terem visto tanto de dia quanto de noite. Não somente dentro do complexo industrial, mas ao redor dele e na estrada. Esses relatos vêm desde que o centro de saúde de Siberia foi fechado. Os antigos ajudantes de enfermagem relatavam que viam luzes acesas dentro do posto, embora a luz já tivesse sido cortada há tempos. A partir disso passaram a ter relatos de pessoas que viram o vulto de uma suposta enfermeira pelo local ao mesmo tempo que passos eram ouvidos.

Com o passar do tempo o local virou palco para um show de horrores de grupos de jovens da capital Bogotá, que fazem visitas ao lugar por volta da meia-noite em busca de contatos paranormais.

Eventualmente, algumas pessoas que tomam conta do local, relatam ouvir sussurros e ver silhuetas humanas no escuro. Talvez seja a brisa assobiando e névoa espessa da própria floresta, mas algumas delas acreditam que são espectos que estão passando pelo purgatório e choram pelos pecados cometidos em vida.

Certa vez uma dessas pessoas relatou ter visto o filho de uma mulher, que era uma professora na escola. O rapaz chegou por volta da meia-noite para fazer uma serenata para ela.

O Suposto Canto de um Coral de Crianças nas Ruínas de La Siberia

Recentemente em uma notícia publicada em 9 de Junho de 2015, a repórter Valeria Chantré, do canal de notícias Caracol, da Colômbia,  disse que, durante uma visita ao povoado fantasma com sua equipe, ouviu um coral de crianças cantando "es María la blanca paloma" (algo como "Maria é a pombra branca"), um cântico religioso. No entanto, os moradores disseram que naquela noite havia uma procissão nos arredores e coro provavelmente veio destas pessoas, não de crianças fantasmas.

O canal de notícias consultou alguns especialistas. A especialista paranormal Candy Delgado, que foi até o local, assegurou que não havia sentido nenhuma energia no local, e o que tinha ocorrido no dia anterior poderia ser uma "manifestação". Em determinado momento ela chegou a dizer que uma sombra passou na sua frente.

"Eles querem que a gente descubra alguma coisa, querem esclarecer uma situação que estava obscura no passado", disse ela.

O áudio também foi levado a um especialista em telecomunicações, que disse que poderia ser um efeito Doppler, ou seja, o som foi originado de algum local perto do povoado e ressoou pelo ambiente montanhoso do local, o que poderia vir a coincidir com o relato dos moradores próximos sobre uma procissão. Assista ao vídeo da notícia do Canal Caracol clicando aqui.

Muitos acreditam que são apenas histórias, e que não existe nada além de escombros e ruínas. Vale ressaltar que a entrada na antiga fábrica é ilegal, pois a propriedade é privada e a Cemex proíbe a entrada, embora eles não possam controlar o fluxo de pessoas curiosas, visto que a propriedade é muito extensa.

Muitos outros relatos serão contados ao longo do tempo no "povoado fantasma" de La Siberia, que sepultou toda uma região próspera bem como a esperança dos cidadãos na época. Os passos ecoados em La Siberia podem ser das próprias pessoas que vão contemplar o cenário apocalíptico do local, que outrora inspirava um punjante povoado.
Postado por Unknown às 10:14 Nenhum comentário: 
Marcadores: Brinquedos Amaldiçoados, Lugares Assombrados
A Cidade Fantasma de Bhangarh e a Maldição do Homem Santo 


Acredita-se que o forte abandonado de Bhangarh seja o lugar mais assombrado na Índia, tanto é assim que é proibido acessar o lugar entre o pôr e o nascer do sol, e os habitantes locais mudaram sua cidade para fora dos limites do forte. A reputação de Bhangarh decorre de duas velhas lendas, uma das quais envolve um homem santo que supostamente amaldiçoou Bhangarh após o forte lançar uma sombra sobre a sua morada.

A cidade de Bhangarh, que está localizado na mucipalidade de Rajgarh, estado do Rajastão, foi primeiramente estabelecida em 1573 durante o reinado de Bhagwant Das como residência do seu segundo filho. 

O forte, que é na verdade uma pequena cidade, composta de templos, palácios e várias portas, abrange uma grande área no sopé de uma montanha. Mas apesar de sua beleza e paisagem pitoresca, o forte é rico em relatos sombrios e tornou-se completamente abandonado por volta de 1783, com habitantes locais mudando sua aldeia para outro lugar.

Do outro lado do portão principal da cidade abandonada, chamada agora de Bhoot Bangla ("casa de fantasmas"), existem numerosos templos hindus e entre os mais espetaculares edifícios estão os templos de Hanuman, Gopinath, Someshwar, Keshav Rai, e o templo de Ganesh. O palácio real está localizado no extremo final dos limites do forte e era protegido por duas fortificações internas através do vale. A cidade está separada da planície por muralhas com cinco portões.

As lendas de Bhangarh

De acordo com a lenda, a cidade de Bhangarh foi amaldiçoada por um santo homem chamado Baba Balnath, que havia dado permissão para a construção da cidade desde que a altura dos edifícios não fizesse sombra sobre seu retiro. Balnath advertiu que se isso ocorresse, ele iria destruir toda a cidade. 

Quando um príncipe descendente mandou construir o palácio a uma altura que lançou sua sombra sobre a morada do Bhangarh, ele amaldiçoou toda a cidade. Muitos acreditam que a Balanath está enterrado lá até hoje.

Uma segunda lenda relacionada com o lugar, conta que um súdito chamado Singhiya, estava apaixonado por Ratnavati, a princesa de Bhangarh. 

Singhiya colocou um feitiço em um perfume que foi comprado pela empregada da princesa, para que assim, ao tocar na poção Ratnavati se apaixonaria por ele. Mas a princesa Ratnavati viu o que o súdito estava fazendo e frustrou o seu plano. Se sentindo amargurado, o feiticeiro jogou uma maldição sobre a cidade, e muitos acreditam que seu fantasma assombra o malfadado lugar abandonado. Alguns moradores acreditam que a princesa Ratnavati reencarnou em um novo corpo e que o forte Bhangarh está aguardando o seu retorno para pôr fim à maldição.

 Os habitantes locais acreditam que a princesa Ratnavati deve retornar ao forte Bhangarh para libertar a cidade de sua maldição.

Enquanto que essas lendas parecem nada mais que histórias fantasiosas, as histórias se tornaram tão amplamente relatadas, que o Archaeological Survey of India ("levantamento arqueológico da Índia") colocou um sinal na entrada do forte Bhangarh, proibindo a entrada depois de escurecer. Moradores dizem que quem tentou permanecer dentro do sítio após o pôr do sol nunca mais saiu. No entanto, são essas lendas que continuam a atrair milhares de turistas todos os anos, ansiosos para experimentar a assombrada e amaldiçoada cidade de Bhangarh.

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