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Cada verão, em uma tentativa de revelar a história da cidade e atrair turistas, um festival onde o "mau-agouro é transformado em magia " é realizado. A história da maldição é tão antiga quanto a própria cidade ligada à origem de seu nome:

 "Coluber", que significa serpente em latim e que acreditam ser a personificação do mal.

Embora tenha sido sempre temida, é apenas na primeira metade do século 20 que um advogado e uma bruxa são apontados como aqueles que deram vida à maldição.

A história diz que Biagio Virgilio era um rico advogado local com "sangue nos olhos" que nunca perdeu um caso e tinha muitos inimigos.

Certo dia no tribunal, para enfatizar o seu ponto de vista, ele exclamou: "Que esse lustre caia se o que eu digo é falso" e assim foi. Embora ninguém ficou ferido, seu nome tornou-se sinônimo de maus presságios e colocaram seu "encantamento" na reputação de Colobraro. Desde então qualquer coisa negativa é associada à sua maldição e descendentes do advogado fugiram da cidade.

Mais tarde, um antropólogo visitou o lugar desesperadamente à procura de uma "fattucchiera", uma feiticeira capaz de remover o mau-olhado - que acredita-se ser causado pelos pensamentos de outras pessoas ruins - e lançar feitiços.

A partir de então, Colobraro se tornou famosa como sendo um "covil de bruxas", mas Elena di Napoli, que é uma descendente da dita "feiticeira" e está a cargo da Junta de Turismo, disse: "Minha tataravó não era uma bruxa. Dizem que a maldição só afeta os visitantes da cidade. Essas coisas assustadoras só acontecem com as pessoas que vêm aqui pela primeira vez em suas vidas e que acreditam no mal presságio."

A maldição é tão levada a sério que a polícia não multa os motoristas por excesso de velocidade nas suas ruas, que alegam ter medo de repercussões sobrenaturais e homens de outras aldeias, coçam seus órgãos genitais - uma tradição para afastar os maus presságios - quando ouvem a palavra Colobraro.

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