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Um grupo de terraplanistas vai fretar um navio de cruzeiro para tentar alcançar a borda da Terra. A Conferência Internacional da Terra Plana (FEIC, na sigla em inglês) questiona as evidências científicas sobre o formato do planeta e sustenta que o mapa mundial como conhecemos é plano e termina em uma borda cercada por uma muralha de gelo.

A previsão é que o cruzeiro, descrito pela organização do evento como "a maior, mais audaz e melhor aventura já feita", se lance ao mar em 2020. A informação é do jornal britânico The Guardian.

O primeiro grande desafio enfrentado pelos terraplanistas se encontra justamente no veículo escolhido para se aproximar da borda da Terra: todos os instrumentos de navegação em barcos e navios levam em consideração o formato ovalado do planeta. Em entrevista à publicação inglesa, o ex-capitão naval Henk Keijer questionou a lógica da empreitada. "Embarcações navegam baseadas no princípio da Terra ser redonda", apontou.

Keijer citou um exemplo prático para demonstrar a falha da teoria: segundo ele, o GPS é a prova de que a Terra é redonda.

"Se a Terra fosse plana, apenas três satélites teriam sido necessários para prover as informações do GPS a todos no planeta. Não são suficientes porque a Terra é redonda. O motivo pelo qual 24 satélites foram usados [para o GPS] é a curvatura da Terra", explicou.

Ainda não há informações sobre data e preços do cruzeiro, tampouco sobre a tripulação que deverá estar a bordo. "Eu naveguei cerca de dois milhões de milhas. Nunca encontrei um capitão no mar que acredite que a Terra seja plana", comentou o navegador.



Com a Informação Metropoles.

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