Seguindo uma iniciativa parecida com a que vem tomando o Facebook, o YouTube irá selecionar os “veículos de comunicação” confiáveis e dará a eles destaque, indicando-o aos seus usuários e privilegiando-os no mecanismo de buscas.
A plataforma de vídeos que pertence ao Google vai investir 25 milhões de dólares como parte de um plano para combater as notícias falsas, ou “fake news” como vem sendo chamadas pela grande mídia.
Segundo o comunicado oficial, o Youtube oferecerá financiamento para “aproximadamente 20 mercados internacionais, onde irá apoiar as empresas de mídia a construir operações de vídeo sustentáveis”.
A decisão faz parte de um esforço amplo, anunciado no início do ano, onde a Google News Initiative investirá 300 milhões de dólares para “reduzir a manipulação de informação” e as “notícias falsas que se espalham facilmente pela rede”.
Além disso, o YouTube explica que está trabalhando para identificar fontes de informação confiáveis, numa espécie de curadoria que já existe no Facebook através das agências de fact checking. Estas tentativas disfarçadas de censura vem se revelando questionáveis, uma vez que reconhecidamente a isenção prometida não existe.
O que chama atenção é a que uma das primeiras organizações a receber o reconhecimento é a Vox Media, proprietária de fanpages como Vox, Verge, Polygon e outras que sabidamente possuem um viés de esquerda.

Perseguição aos conservadores

Conforme indicou um recente estudo do Media Research Center, que analisa os órgãos de comunicação conservadores, o YouTube excluiu ou desmonetizou deliberadamente os canais da colunista conservadora Michelle Malkin, da PragerU, das blogueiras pró-Trump Diamond and Silk, e encerrou as contas do blog conservador Legal Insurrection e da ativista anti-Islã Pamela Geller.
No mês passado, o YouTube acabou voltando atrás após deletar o canal pró-vida Abortion Pill Reversal (APR), alegando que ele produzia “conteúdo nocivo ou perigoso”. Os vídeos produzidos pelo APR questionam a “desinformação” sobre o aborto, como manipulação de dados e promove debates científicos sobre a origem da vida.
Ao mesmo tempo, organizações conservadoras vêm criticando o YouTube por acatar pedidos das ONGs de esquerda como a Liga Anti-Difamação (ADL) e o Southern Poverty Law Center (SPLC), que denunciam falsamente como “grupos de ódio” todos os sites/blogs que não defendem o politicamente correto e defendem valores conservadores.
Curiosamente, vários jornais influentes, incluindo o New York Times, o USA Today, o Washington Post, o Wall Street Journal estão denunciando a prática do Facebook de limitar o alcance de suas publicações, em especial as de teor político.
“Em parte, a democracia depende da competição ilimitada entre diferentes perspectivas jornalísticas e o choque de diferentes julgamentos e opiniões”, destacou Mark Thompson, CEO do New York Times, em um discurso sobre jornalismo e liberdade de expressão.
“A história sugere que as organizações noticiosas tradicionais frequentemente acertam, mas também que outros pontos de vista que devem ser ouvidos, pois as tentativas de se limitar quem seria confiável nem sempre são corretas.” 


Com informações de Life Site.

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