Há sociedades secretas que nada tem a ver com temas que costumamos bater de frente, como sacrifícios humanos, cultos a entidades espirituais, e também manipulação pelo poder mundial.

A sociedade secreta que quero citar tem a ver com o poderoso mercado de cadáveres humanos. Uma mistura de "sem fins lucrativos, com fins lucrativos", que no final não sabemos quem é quem.

Segundo a estupenda reportagem investigativa da Reuters, o mercado de cadáveres humanos é milionário. Nesse mercado estão envolvidos funerárias, empresas de pequeno e médio porte; e empresas de fundo de quintal, além de corretores, sim, corretores de cadáveres. Que na verdade funcionam mais como coletores. Porém como revelou à reportagem, eles não gostam de ser chamados corretores e sim de "“bancos de tecidos não transplantados”. Há corretores que em 3 anos chegaram a faturar mais de 12 milhões de dólares, eu disse, 12 milhões de dólares, sim.

A coisa começa da seguinte maneira: o "corretor" geralmente ou é conhecido da família ou,do amaldiçoado que vai morrer, ou, é indicado por alguém. Chegando na residência, que geralmente é de família pobre, que já gastou todas as economias com a doença do infeliz, começa o discurso: o "banco de tecidos não transplantados" oferece a família garantir todas as despesas com o processo do falecimento do ente querido. Chega a pedir à família que o corpo seja doado para pesquisas médicas e todo aquele blá,blá,blá que geralmente a família enlutada e não tendo mais nenhum recurso econômico para seguir em frente com o processo do falecido, acaba aceitando o oferecimento proposto.

A partir daí, o corpo do falecido já está nas mãos do mercado. No caso de cremação por exemplo, a família pode receber areia no lugar das cinzas, o que é muito comum. E por outro lado, uma "conversa em particular com o administrador do cemitério", pode resultar horas depois do enterro, depois que não há mais nenhum membro da família presente, o processo de desenterrar o corpo e o mesmo seguir para um lugar onde poderá ser vendido por R$ 30.000,00 de média, ou, no varejo, quer dizer, só a cabeça, ou ombro, espinha, etc, etc. No varejo é bem mais vantajoso. O rendimento é maior. 

Segundo a reportagem, já houve pedidos para 12 peças de ombros, assim como algumas unidades de espinhas. E dependendo da quantidade de peças compradas, claro que há descontos consideráveis.

Os clientes geralmente são universidades, que preferem manipular os estudos em corpos reais, a manipular corpos de plásticos. Há também cadáveres que são vendidos para pesquisas científicas; e não falta demanda.

Dependendo da pressa do cliente, no caso de "peças", pode-se descartar as formalidades dos instrumentos médicos necessários para dissecar o corpo, e usar uma motosserra sem nenhum constrangimento.

Às vezes o corretor de cadáveres pode estar ligado à mafia funerária como pode também trabalhar sozinho, empreendendo e abrindo sua própria empresa. A grosso modo, o investimento mínimo é um freezer e uma motosserra, sim, uma motosserra. Claro que tendo condições de investir, todo o processo de captação e venda dos cadáveres, fica mais sofisticado.

Geralmente os cadáveres são realmente doados pelas famílias, que, óbvio, não sabem que seus entes queridos serão simples mercadorias de altíssimo valor, que poderão ser vendidas tanto no atacado quanto no varejo. E a legislação tem dificuldade para enquadrar os "abutres"; afinal de contas, trabalham com o mercado da morte de forma legalizada e dificilmente há uma denúncia de qualquer irregularidade, que não seja doação confirmada pela família do falecido. 

Em alguns casos, quando a família chega a descobrir o que fizeram com corpo do ente querido, a condenação do "corretor de cadáveres é bem difícil."

"No mercado dos EUA para corpos humanos, quase qualquer um pode dissecar e vender os mortos. Quando os americanos deixam seus corpos para a ciência, eles também estão doando para o comércio: os cadáveres e partes do corpo, especialmente os pobres, são vendidos em um mercado próspero e amplamente não regulamentado. Abusos terríveis abundam."

Claro que toda regra há exceção, mas segue o link da reportagem completa, onde é bom que estejamos a par desse conhecimento para garantir que no futuro, nossas partes corporais não estejam tão distantes umas das outras.






Com a Informação Reuters.

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