Mostafa Waziry, líder do ministério das Antiguidades Egípcias, brincou com os jornalistas e disse que os arqueólogos "não foram atingidos por uma maldição" ao abrir o sarcófago

Após muita expectativa os arqueólogos abriram a tampa do maior sarcófago encontrado em Alexandria e revelaram seu conteúdo: três múmias em estado de decomposição estavam no interior túmulo, que encontrava-se repleto de água.

Ao realizar o anúncio da descoberta, Mostafa Waziry, líder do ministério das Antiguidades Egípcias, fez uma brincadeira com os jornalistas e afirmou que os cientistas não foram atingidos por alguma maldição ao abrirem o sarcófago. De acordo com Waziry, a água de coloração vermelha seria proveniente de um esgoto, que preencheu parcialmente o túmulo após uma infiltração no revestimento de granito.
Líquido seria de esgoto que corre próximo à região onde o túmulo foi encontrado 
(Foto: EGYPTIAN MINISTRY OF ANTIQUITIES )

As três caveiras encontradas no sarcófago passarão agora por uma análise em laboratório, para identificar suas características físicas e avaliar as possíveis causas das mortes. De acordo com Shaaban Abdel Amonem, especialista em mumificação que participou da descoberta, os cadáveres provavelmente seriam de soldados que morreram em batalha — em uma avaliação inicial, um dos esqueletos apresentava perfurações causadas por flechas. 
Crânios encontrados no sarcófago (Foto: Egyptian Ministry of Antiquities Handout)

Os arqueólogos ainda não sabem explicar, no entanto, o motivo do sarcófago ser tão suntuoso em seu exterior. O túmulo tem 2,65 metros de comprimento, 1,85 metros de altura e 1,65 metros de largura, todo construído em granito negro. Foi encontrado enterrado a cinco metros de profundidade.

Tudo indica que foi colocado ali no período chamado de ptolomaico, uma dinastia vinda da Macedônia que governou o Egito por 275 anos, entre 305 a.C. e 30 d.C. É considerada a última fase do Egito Antigo. A tumba se mantinha lacrada, o que indica que nunca foi aberta desde a antiguidade.

Perto dali, outro achado pode trazer a resposta: uma escultura de uma cabeça de quem acreditam ter sido enterrado ali. Entretanto, por ter sido esculpida em uma pedra macia chamada alabastro, ela foi parcialmente corroída. Assim, algum estudo será demandado para fazer saber o dono do maior sarcófago de Alexandria.
Esculturas que provavelmente pertenceram ao dono do Sarcófago QUE PROVAVELMENTE PERTENCERAM AO DONO DO SARCÓFAGO (Foto: MINISTRY OF ANTIQUITIES)












Com a Informação Galileu.

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