Os primeiros a atribuir o misticismo aos gatos foram os egípcios, que o idolatravam, existia até um deus que tinha como sua forma física o gato (Bast).
Na Idade Média o gato se tornou símbolo de desgraça, apesar de servir à população caçando ratos, que eram pragas encontrados por todo lado, bandos de gatos de rua se tornaram populosos e incomodavam muito os aldeões por toda Europa.
O período da Idade Média ficou marcado pela bruxaria, superstições e pela influência da igreja. O gato, animal solitário e independente, acabou chamando atenção dos pagãos. No paganismo o gato representa sabedoria e proteção, na magia negra, o gato preto macho é a personificação do demônio.
A cor preta era símbolo do mal, e os olhos vibrantes e brilhantes dos gatos durante a noite assustavam e davam característica espiritual ao bichano. Como os gatos pretos eram usados em muitos rituais pagãos, a igreja e seus inquisidores passaram a perseguir o gato preto tanto quanto perseguiam as bruxas, esse fato acabou afastando os cristãos dos gatos.
Muitas lendas se formaram a cerca dos gatos pretos, e com o passar dos séculos as histórias só aumentaram e ficaram mais assustadoras. Mesmo com tanta perseguição, o gato preto sobreviveu. O tempo foi passando e o gato preto se livrou da imagem negativa, durante o renascimento a Igreja Católica parou de perseguir pagãos e consequentemente, os gatos pretos se livraram da inquisição.
As superstições sobre os gatos pretos ainda existem em alguns países. Nos Estados Unidos da América, onde ainda é forte a celebração do Halloween, a adoção de gatos pretos é suspensa semanas antes e depois desse feriado, isso por que alguns locais ainda mantém a tradição de sacrificar animais na noite dos mortos e o gato preto é o preferido dos pagãos pra essa data.

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