Um conflito armado entre as forças da OTAN e da Rússia pode levar a uma guerra nuclear e a probabilidade desse cenário será muito alta se a aliança tiver vantagem, escreve a revista norte-americana The National Interest.
Segundo o autor do artigo, Dave Majumdar, a estratégia nuclear da URSS era baseada na política de "não ser o primeiro a usar", o que significa que o Estado só poderia utilizar as armas nucleares como retaliação, de forma defensiva.
Entretanto, a Rússia moderna desistiu dessa política e, em 2000, desenvolveu uma nova doutrina militar que prevê o uso do arsenal nuclear no caso de ataque em grande escala que ameace destruir as forças convencionais russas, informou o jornal. A doutrina militar de 2010, por sua, vez, prevê o uso das armas nucleares nas situações que "ponham em perigo a própria existência do Estado".
Majumdar declarou que a possível "agressão russa" contra os países bálticos levaria a uma contraofensiva por parte das forças da OTAN. Segundo ele, as forças convencionais russas seriam derrotadas porque apenas uma parte delas está bem preparada e equipada. Em caso de um ataque da OTAN contra instalações militares dentro da Rússia ou se as forças da aliança atravessarem a fronteira russa, Moscou usará armas nucleares táticas para repelir o ataque.
Além disso, o analista militar sublinhou que o arsenal de armas nucleares táticas da Rússia é menor que o da URSS. Segundo vários dados, hoje Moscou possui de 1.000 a 4.000 unidades das armas nucleares táticas, não estratégicas. Outros especialistas afirmam que a Rússia não têm armas nucleares táticas prontas para utilização.



Com a Informação Sputnik.

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