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Na época em que foi escrita, a carta foi considerada o resultado da luta da freira contra "inúmeros espíritos malignos"

"CARTA DO SATÃ", ESCRITA POR UMA FREIRA "POSSUÍDA" NO SÉCULO 17.

Uma carta escrita no século 17 por uma freira "possuída" foi decifrada graças à Deep web. O documento, conhecido como "Carta do Satã", tem apenas 14 linhas de conteúdo que estava escrito com símbolos arcaicos, o que dificultava seu entendimento. Segundo os pesquisadores, a mensagem — de fato diabólica — descreve Deus, Jesus e o Espírito Santo como "pesos mortos".

Os cientistas do Museu de Ciências de Ludum, na Sicília, usaram um software de inteligência artificial para conseguir decifrar o código, além de terem estudado a vida da religiosa. "Ao trabalhar no decodificação histórica, você não pode ignorar o perfil psicológico do escritor. Precisamos saber o máximo possível sobre esta freira", disse o diretor de Ludum, Daniele Abate, em entrevista à Live Science.



Foi descoberto que o nome da freira era Maria Crocifissa della Concezione, que entrou aos 15 anos no convento Benedictine e aos 31 foi encontrada no chão de sua cela com o rosto coberto de tinta, segurando uma nota escrita em uma mistura incompreensível de símbolos e letras. Segundo os registros, a própria irmã acreditava que a carta de agosto de 1676 havia sido escrita pelo demônio.

Os especialistas contam que apesar de parecer estar abreviada, a carta estava escrita com uma mistura de grego, latim, runico e árabe antigos. "Analisamos como as sílabas e os grafismos repetem na carta para localizar vogais, e acabamos com um algoritmo de descodificação refinado ", disse Abate. "Nós pensávamos que terminaríamos com poucas palavras fazendo sentido. Mas a freira tinha um bom domínio das línguas, a mensagem estava mais completa do que o esperado."

A carta ainda meciona Styx, que na mitologia greco-romana é o rio que separa o submundo do mundo dos vivos. Daniele Abate aponta que esse e outros fatos podem ser indícios de que a irmã sofria com esquizofrenia ou bipolaridade, já que "a imagem de Satanás está frequentemente presente nesses transtornos".


Para a igreja daquela época, a carta foi considerada o resultado da luta da freira contra "inúmeros espíritos malignos", segundo um relato escrito pela abadessa Maria Serafica.







Com a Informação Revista Galileu.

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