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A Matinta Perera é uma mulher amaldiçoada, uma entidade da noite, horrivelmente estrídula. Sua presença é anunciada por um agudo assobio parecendo vir de todas as direções com grande intensidade e calafrios. Ela tem a aparência de uma senhora, com longos vestidos pretos, cabelos compridos despenteados, a cabeça envolvida por uma carapuça, aparecendo somente os olhos fundos e rosto. Ela fuma cachimbo e mastiga tabaco sem parar, soltando uma baforada de fumaça, dispersando na escuridão.
Relatos rondam o mundo todo especificamente em lugares isolados que ao ouvir durante a noite, nas imediações da casa, um aterrorizante assobio, no dia seguinte uma velha senhora de aparência doce aparece na residência, a fim de pedir tabaco, depois disso, todos as noites o morador irá ouvir o assobio da velha nos arredores de sua casa, ela é uma bruxa que carregaria a maldição de “virar” Matinta Perera, ou seja, à noite transformar-se neste ser indescritível que assombra as pessoas.

A Coruja rasga mortalha

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O pássaro agourento: rasga-mortalha que nas escuras noites sem luar, traz más notícias de um mundo místico, rasga-mortalha é uma coruja que possui fama de agourenta. Em algumas regiões  acredita-se que quando essa ave passa por cima de alguma casa soltando um ruído semelhante a um “pano sendo rasgado”, é sinal de que algum morador por ali está perto de morrer é associado como mascote da Matinta Perera.
Reza a lenda de que quando a morte se aproxima da temida velha, ela anda pelos lugares perguntando de som alto:
— Quem quer? Quem quer?
Caso alguma mulher responder “eu quero”, pensando que ela está oferecendo herança, dinheiro ou jóias, estará fadada a herdar a sina de ser a próxima Matinta Pereira para toda vida.

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