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A equipe encontrou rochas nas Ilhas Maurício, no Oceano Índico, com cristais de zircônia que tinham quase 2 bilhões de anos, ou seja, muito mais velhos que a própria ilha – que existe há 9 milhões de anos. Isso forneceu um indício da existência de uma camada continental abaixo do oceano. Os cristais provavelmente foram carregados para a superfície com a ajuda de magma vulcânico.

Os pesquisadores não sabem muito mais sobre Mauritia além de sua localização. Além disso, eles sabem que os cristais têm idade semelhante aos encontrados em Madagascar, sugerindo que a ilha pode ter sido conectada ao continente no passado distante. É possível que Mauritia possa ter se transformado no que é hoje quando o supercontinente Gondwana se separou. Ele incluía a maior parte das terras firmes que hoje formam a América do Sul, África, Antártica, Austrália, Nova Zelândia e Índia.

Continuar pesquisando sobre este continente submerso apresenta obstáculos, já que Mauritia provavelmente está espalhado em pedaços no fundo do oceano. Mesmo se o estudo parar por aqui, ele já é importante por mostrar que a separação dos continentes aconteceu em um processo muito mais complexo do que se acreditava inicialmente.


Há um bilhão de anos, a superfície da Terra estava agrupada em um grande continente chamado Rodínia (ele antecede a Pangeia). Nesse continente, Índia e Madagascar ficavam próximos um do outro. E segundo a investigação da equipe, entre eles ficava o continente Mauritia.

À medida que as placas tectônicas começaram a se mover, o continente de Mauritia se fragmentou, até se perder no oceano. No entanto, uma pequena parte desse continente pode ter sobrevivido. Os cientistas acreditam que a ilha de Seychelles, no meio do Oceano Índico, possa ser um dos muitos fragmentos de Mauritia que existem até hoje.





Com a Informação Hypescience.

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