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No Sol ocorreu um novo clarão forte, atingindo a intensidade máxima da classe X, de acordo com dados do Laboratório de Astronomia de Raios X do Sol, do Instituto Físico Lebedev da Academia de Ciências da Rússia.

Anteriormente, cientistas do Instituto anunciaram que a Terra foi abalada por uma tempestade magnética de 4 pontos de intensidade (dos 5) — dez vezes mais forte do que previsto. A tempestade é de caráter global. No Canadá, por exemplo, podem ser observadas auroras polares em latitudes altas e médias.
Segundo informações do Laboratório, a série de clarões no Sol começou em 4 de setembro. Primeiro, aconteceram uns clarões da classe M, de 4 a 5 pontos de potência. Depois, 6 de setembro foi o dia do aparecimento do clarão da classe X de 2,2 pontos, e no mesmo dia aconteceu um clarão extremamente forte de intensidade 9,3.
De acordo com os astrônomos, o acontecido é um resultado lógico das mudanças no Sistema Solar durante os últimos três dias. Durante este período, a interação de dois grandes grupos de manchas solares resultou no acúmulo de energia, que foi liberada em forma de clarão estrondoso. No momento, é difícil prever exatamente as possíveis consequências deste fenômeno natural.

Evento Carrington – Tempestade Solar de 1859.


Em 1859 ocorreu uma forte tempestade solar (também conhecida como tempestade geomagnética), tendo sido mesmo uma das tempestades solares mais intensas de que se tem registro. Este acontecimento histórico ficou conhecido como o Evento Carrington.
Para compreendermos melhor o que aconteceu, vamos primeiramente responder à questão: O que é uma tempestade solar? De forma muito resumida, podemos dizer que uma tempestade solar é uma perturbação na magnetosfera da Terra causada por uma alteração da atividade solar.
Historicamente, tal fenômeno ocorreu com especial intensidade no ano de 1859. É a esse fenômeno que se dá o nome de Evento Carrington.
Em final de Agosto e início de Setembro de 1859, foram observadas no Sol várias manchas em grande escala. No dia 1 de Setembro desse mesmo ano, dois astrônomos amadores, nomeadamente Richard Carrington e Richard Hodgson observaram uma erupção solar que possivelmente terá estado na origem desta tempestade solar. Essas ejeções de massa coronal vindas do Sol acabaram depois por atingir o campo magnético da Terra.
Como consequência disso, as auroras que normalmente são apenas observadas em regiões próximas dos polos da Terra, passaram a ser observadas um pouco por todo o mundo. Consta que em algumas regiões dos Estados Unidos da América, era mesmo possível ler um jornal à noite com a luz das auroras que ali podiam ser observadas!
Na época já existiam sistemas de telégrafo, que assim foram afetados pela tempestade solar. Existem relatos que contam que algumas das pessoas que trabalhavam com os telégrafos chegaram mesmo a receber choques elétricos devido a este fenômeno.
Uma tempestade solar desta envergadura nos dias de hoje traria consequências muito mais graves dada a nossa dependência em relação à energia elétrica e também a toda uma vasta gama de aparelhos eletrônicos essenciais nos dias de hoje que poderiam ficar danificados com o fenômeno, com grandes custos sociais e econômicos que levariam anos a serem reparados.


Sputnik/ Site Astronomia.

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