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Os maiores assassinos de pessoas não são o HIV, vírus da raiva ou malária, mas várias estripes hepáticas que matam anualmente mais de 1,3 milhão de pessoas, diz o atrigo publicado na revista Lancet.
Charles Gore, presidente da Aliança Mundial das Hepatites, comenta a revelação:
"Conclusões desse tipo nos enfurecem, mas não nos surpreende que a hepatite mate mais pessoas do que o HIV, malária ou tuberculose. Tal desfecho triste tem a ver com o fato de que a luta contra a hepatite nunca foi prioridade política dos países principais do mundo e de que não há nenhum sistema global do financiamento destes projetos."
Anualmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e outros serviços de saúde da ONU publicam relatórios na revista Lancet sobre as doenças e problemas de saúde que mais preocupam as pessoas e a quantidade de mortes causadas por elas. Tais relatórios servem como orientadores para órgãos políticos da ONU e serviços de saúde de alguns países. 
Neste ano, os autores do relatório focaram não nas doenças geradas por problemas no funcionamento do organismo de uma pessoa ou por más condições de vida, mas nas infecções de vírus, bactérias e parasitas. Para entender o processo de evolução dessas periculosidades nos últimos 40 anos, os cientistas recolheram e analisaram arquivos médicos de 147 países sobre as razões da morte de seus cidadãos.
Em geral, infecções correspondem a 19,4% das mortes durante o período examinado, e o seu número está constantemente crescendo, o que, segundo os especialistas, está ligado à deterioração dos padrões do sistema de saúde e ao crescimento brusco da população nos países em desenvolvimento.
Para espanto dos autores, a liderança pertence à hepatite — nos últimos anos, o vírus levou à morte de aproximadamente 1,34 milhão de pessoas. As mortes foram causadas não pela própria doença, mas pelos efeitos negativos relacionados a ela — cirrose, câncer de fígado e outras complicações. A tuberculose ocupa o segundo lugar com 1,2 milhão de mortes, o HIV é terceiro na lista das doenças mais perigosas com aproximadamente um milhão de vítimas, e a malária — a quarta (719 mil mortes).
Tais números, de acordo com médicos, representam avaliações conservadoras, pois somente 25 países, incluindo a Rússia, ofereceram estatísticas de boa qualidade quanto às razões da morte de seus cidadãos. Sendo assim, o número real de vítimas do HIV, hepatite e outras doenças pode ser ainda maior.
Os cientistas salientam que a hepatite pode ser perigosa porque o número de mortes causado por ela só tem aumentado nos últimos anos, ao contrário do HIV, tuberculose e malária.
Uma das razões disso, além do mau financiamento e alto preço das vacinas atuais contra a hepatite, é que a maioria das pessoas não sabe que está contaminada. De acordo com as estatísticas, somente 5% dos habitantes dos países desenvolvidos e em desenvolvimento estão a par do seu diagnóstico e passam por tratamentos em hospitais.
Vale ressaltar que o vírus da zika se tornou a infeção mais "popular", contudo não tão perigosa — cabe a ele somente 2 mortos em 2015 e 19 em 2016. Como esperam os pesquisadores, tal tendência vai continuar no futuro, com tudo isso, é pouco provável que o vírus da zika seja muito perigoso, o que dá tempo aos científicos para encontrar a cura.



Sputnik.

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