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A mão mutilada de um operário foi salva por cirurgiões ingleses que a costuraram no estômago do paciente por três semanas.
ALERTA: IMAGENS FORTES
Anthony Seward, de 21 anos, receou ter perdido sua mão esquerda para sempre, depois que ela foi esmagada por uma máquina desprotegida, na fábrica da empresa Heathcoat Fabrics em Devon, Inglaterra, em agosto do ano passado.
No entanto, os cirurgiões conseguiram salvá-la criando um “bolso” dentro do seu estômago, onde a mantiveram viva por três semanas.
As pontas de alguns dedos foram amputadas no terrível acidente, mas no final, poderão ser substituídas pelos dedos dos pés.
Graças à decisão rápida dos médicos, Anthony recuperou o uso parcial de sua mão e espera recuperá-la completamente, no futuro.
A mão de Anthony Seward foi costurada em seu estômago depois de ter sido esmagada (SWNS)
Detalhes sobre a extraordinária cirurgia que salvou a mão do jovem, surgiram durante uma sessão, num tribunal de Exeter na última terça-feira.
Os antigos empregadores de Anthony foram condenados a pagar uma multa de £300 mil (equivalente a R$ 1,2 milhão) após admitirem a culpa por infrações de saúde e segurança ao não terem substituído um item de segurança da máquina que estava quebrado.
A mão foi mantida viva por três semanas (SWNS)
Os magistrados ouviram os detalhes sobre como a operação foi baseada num procedimento antigo, usado comumente em soldados na Segunda Guerra Mundial.
A cirurgia incomum, realizada no Hospital Southmead, em Bristol, envolveu criar um “bolso” dentro do estômago de Anthony.
Ele foi separado do abdômen e a pele foi dobrada para cobrir a mão inteira, que foi posicionada do lado de dentro.
A operação foi realizada pelo cirurgião James Henderson, que disse: “Normalmente há formas mais sofisticadas de transplantar tecidos, mas a lesão de Anthony era tão grave que decidimos tratá-la desta maneira”.
“Atualmente esta é uma cirurgia muito rara, já que não vemos muitas lesões que requerem este tipo de tratamento”.
O “antiquado procedimento” foi descrito por cirurgiões pela primeira vez em 1900, e foi muito usado durante a Segunda Guerra Mundial para tratar soldados feridos.
Anthony perdeu seu emprego como bombeiro por causa do acidente (SWNS)
Ela também foi usada em soldados que voltaram do Afeganistão.
Anthony, de Tiverton, Devon, passou por outras duas cirurgias para separar os dedos, e já é capaz de movê-los de forma independente uns dos outros.
Os dedos das mãos podem ser melhorados no futuro com transplantes dos dedos dos pés “para dar a ele pontas capazes de pegar objetos delicados”.
A empresa de tecidos admitiu ter violado regulamentos de saúde e segurança ao não prevenir o acesso às partes perigosas da máquina L-Stenter em sua planta.
Os responsáveis informaram que uma cortina de luz, que para automaticamente os rolos da máquina quando o feixe de luz é quebrado, havia sido instalada em 2009, mas em 2014 ela estragou.
As partes necessárias para o conserto foram encomendadas, mas em vez de terem sido instaladas, uma análise de risco concluiu que o uso de um cabo de parada de emergência seria suficiente como medida de segurança.
Representando a Heathcoat Fabrics, Christopher Ducann disse: “Esta foi uma grande tragédia e é algo extremamente lamentável”.
A cirurgia foi realizada no Hospital Southmead em Bristol, Inglaterra (Geograph)
“Este era um acidente que poderia ter sido evitado, pedimos sinceras desculpas pelo ocorrido”.
Anthony contou que perdeu seu emprego como bombeiro, cuja responsabilidade era atender às chamadas de emergência, por causa do acidente, e enfrentou 12 meses muito difíceis.
Ele disse: “Foram 12 meses muito longos e dolorosos”.
“Eu não consigo agradecer o suficiente aos cirurgiões, paramédicos e enfermeiros. Eles fizeram um trabalho incrível e realmente ajudaram muito durante o incidente e a recuperação”.
“Eu fui aposentado como bombeiro. Era a carreira dos meus sonhos, mas isso me impediu de fazer o que eu sempre quis”.
“A pior parte de tudo isso é o fato de que o acidente poderia ter sido facilmente evitado”.
Ele disse que está processando a empresa para obter uma indenização.
Cameron Harvie, diretor da Heathcoat Fabrics, disse: “Nós lamentamos profundamente pelo incidente”.
“Após o ocorrido, nós aproveitamos a oportunidade para revisar e melhorar os nossos sistemas atuais de segurança”.
“Nós cooperamos completamente com o HSE [órgão britânico que regula a segurança do trabalho] durante as investigações relacionadas ao incidente”.


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