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A origem da nuvem química, que fez com que praias em East Sussex, na Inglaterra, fossem evacuadas, continua sendo um mistério. As autoridades continuam dizendo que não sabem o motivo da névoa e do que ela era composta.

Entre as várias possibilidades, especialistas falaram ao Guardian sobre uma possível descarga acidental de químicos no tratamento de água e até uma liberação de toxinas na hora do florescimento das algas. “Na minha experiência em regular companhias de água, descargas não planejadas não são tão incomuns”, disse David Slater, da escola de engenharia da Universidade de Cardiff. No entanto, o porta-voz da companhia de água Southern Water negou a hipótese. “Todos os nossos locais na área são constantemente monitorados e tudo está funcionando normalmente”. Ele também lembrou que o gás de cloro não é usado no tratamento de água na cidade de Eastbourne.

Algumas pessoas relataram que a nuvem tinha um cheiro parecido com o de piscina, por isso assimilaram a nuvem com o cloro. No entanto, o serviço de resgate de East Sussex disse que é “extremamente improvável” que a substância envolvida seja cloro.

Simon Boxall, da Universidade de Southampton, por outro lado, defendeu outra hipótese. Ele disse que as condições ambientais eram propícias para o florescimento de algas. Logo, a nuvem poderia ser resultado de toxinas produzidas neste processo.

A polícia de Sussex e o serviço de combate a incêndios não estão mais investigando a nuvem. Segundo a polícia, a investigação está nas mãos da Guarda Costeira, que acredita numa terceira hipótese, a de que a nuvem foi produzida por uma embarcação. Mas ainda não há provas. Segundo a porta-voz da instituição, a investigação fica mais difícil já que não se sabe do que a nuvem era composta. No entanto, em incidentes de poluição, os especialistas analisam as embarcações próximas. A porta-voz ressaltou que a análise pode ser demorada.





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