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Após os ataques terroristas em Barcelona, parece que a Espanha é o novo alvo do Estado Islâmico (EI). Pela primeira vez, a organização islâmica publicou um vídeo em espanhol. Trata-se de uma clara ameaça de retaliação pelo “sangue muçulmano derramado”.
O material divulgado pelo EI Espanha engrandece a figura Younes Abouyaaqoub, motorista da van que atropelou as pessoas em La Rambla. Ele foi morto pela polícia junto com 4 outros terroristas.
No vídeo divulgado ontem (23), aparecem notícias sobre o ataque em Barcelona, bem como a imagem de autoridades. A maior parte são as ameaças de dois jihadistas que falam espanhol com sotaque árabe. Um deles é Abu Lais Al Qurdubi.
Ele diz que os islâmicos que não podem viajar até a Síria para lutar pelo Estado Islâmico que façam jihad [guerra santa] onde estiverem, pois, insiste, “a jihad não tem fronteiras”.
“Alhah ficará satisfeito com vocês”, acrescenta, assegurando que “Al Andalus voltará a ser o que era, uma terra do califado”. Andalus, ou Andaluzia, era o nome da Península Ibérica quando ela estava sob o domínio do Califado Omíada, no século VIII.
Abu manda ainda um recado aos cristãos espanhóis: “não nos esquecemos do sangue derramado dos muçulmanos da Inquisição espanhola. Iremos vingar esse massacre e o que estão a fazer agora com o Estado Islâmico”.
O outro jihadista, que tem o rosto coberto e se chama Abu Salman al Andalusi, diz que “nossa guerra com vocês durará até o fim do mundo”. Também alerta os islâmicos para ficarem “longe da união com os cristãos” e reforça a ameaça aos espanhóis: “nunca deixaremos vocês tranquilos”.
No final do vídeo, a imagem de um cartaz em árabe diz: “A primeira gazw”. Ou seja, os ataques recentes foram “a primeira incursão militar” na Espanha.  O país faz parte da coligação internacional que luta contra os jihadistas na Síria.

“Farto dos cristãos”

Embora a mídia geralmente tente desassociar os atentados terroristas da motivação religiosa, o Canal “Antena 3” da Espanha, decidiu visitar a região de Mililha, conhecida pelo domínio de grupos jihadistas.
O repórter Raúl García havia feito a matéria antes dos ataques em Barcelona. Ao tentar conversar com os moradores, ouviu frases desconcertantes para quem não está familiarizado com o Islã.
Um dos homens afirma que, antes de ser espanhol era muçulmano e por isso não precisava respeitar as autoridades seculares, como os policiais. Vestido com roupas típicas do Islã, ele reclamou da prisão de vários amigos seus, acusando as forças do governo de “perseguição”.
Outro homem, que usava roupas ocidentais, foi mais enfático, alegando que “os muçulmanos estão fartos dos cristãos da Europa, pois eles tornam nossa vida impossível”. Em seguida, disse que é totalmente compreensível quando “alguém perde a cabeça e usa um caminhão para atropelá-los”.

Com informações Daily Mail.

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