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Mesmo sem a ocorrência de grandes terremotos no leito do oceano o fenômeno da formação de ondas gigantes pode surpreender moradores (INCONSCIENTES) das regiões costeiras sem nenhum aviso prévio. Com altura de um prédio de 6 andares, a maior onda da história foi registrada recentemente no Oceano Atlântico. “É a primeira vez que se mede uma onda de 19 metros. Trata-se de um recorde notável”, disse o subsecretário-geral da OMM, Zhang Wenjian.

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) reconheceu oficialmente que aquela onda, com 19 metros de altura, foi a maior já registrada em todo o mundo. A onda mais alta da história foi registrada por uma boia no Atlântico Norte. Com 19 metros de altura, ela surgiu entre a Islândia e o Reino Unido, na costa das Ilhas Hébridas Exteriores, também conhecidas como Ilhas Ocidentais, situadas no noroeste da Escócia.

Um comitê de especialistas da OMM – que é um organismo das Nações Unidas – ratificou esse novo recorde somente agora. A marca anterior era de uma onda de 18,275 metros de altura registrada em dezembro de 2007, também no Atlântico Norte.
“É a primeira vez que se mede uma onda de 19 metros. Trata-se de um recorde notável”, disse o subsecretário-geral da OMM, Zhang Wenjian.

Não seria, porém, a maior onda do mundo. Em 2002, um navio avistou uma onda de 29 metros no mesmo oceano. Mas não houve medições ratificadas pela organização. A altura de uma onda é medida da sua crista até a base da que a sucede.

Sistema de boias

A boia que fez o registro é parte da rede de Estações Meteorológicas Marinhas Automáticas, do UK Met Office – o Escritório de Meteorologia do Reino Unido. Chamada de K5, essa boia fica na costa das ilhas Hébridas Exteriores. Esse tipo de equipamento complementa as medições feitas por navios e satélites que monitoram as previsões meteorológicas em alto-mar.

As ondas gigantes frequentemente ocorrem no Atlântico Norte, cujas águas se estendem da costa do Canadá ao sul da Islândia e ao oeste do Reino Unido.
De acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM), no inverno a circulação dos ventos e os sistemas de baixa pressão atmosférica causam tempestades ou ciclones extratropicais. O fenômeno contribui para o equilíbrio térmico das regiões equatoriais e das regiões polares.

BBC.

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