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Corredores vazios com barulhos de portas que batem, móveis que se movem sozinhos, descargas de sanitários que ligam sem ter ninguém nos banheiros e visões de vultos assustam servidores do Congresso Nacional.

Dizem por aí que o Congresso Nacional é mal-assombrado por fantasmas. Não estamos falando de funcionários-fantasmas, aqueles que não comparecem ao trabalho, mas, de fantasmas mesmo! Almas penadas que não se desligaram da sua vida terrena e ficam a perambular assustando os mortais.

Não faltam histórias aterrorizantes de funcionários do Congresso que viram ou ouviram coisas estranhas acontecendo durante o turno da noite: vultos e espectros passando, barulhos de passos e correntes pelos corredores vazios, móveis que se movem sozinhos, sanitários dando descarga sem que ninguém esteja nos banheiros, barulhos de teclas de máquinas de escrever, luzes que acendem e apagam sozinhas e outros fenômenos sobrenaturais.

A auxiliar de serviços gerais, Meimi Carvalho Jardim, trabalha há mais de vinte anos no Senado e afirma que já viu por ali as almas de pessoas que morreram. Uma dessas almas foi a de uma colega de trabalho falecida que teria visitado o seu antigo posto de trabalho.

Meimi diz que em qualquer lugar do Senado durante a noite é possível ouvir ou ver assombrações. Segundo ela, um dos lugares mais assustadores do Congresso é o Salão Negro, local onde os parlamentares que morrem são velados.

Lugares sinistros é o que não faltam no Senado. Muitos servidores apontaram a Ala Felinto Miller como um lugar em que poucos têm coragem de passar durante a noite. Aquele longo corredor ao lado da biblioteca da casa teria sido palco de uma tragédia: ali, um ex-vigilante teria cometido suicídio, e esse fato tornou a ala um local assustador.

Outro servidor do Senado, o auxiliar de serviços gerais Bertoldo Moreira, também já percebeu coisas estranhas nas noites em que trabalhava na limpeza do corredor próximo à barbearia. Ele afirma ter ouvido suspiros e barulho de máquinas de datilografia antigas sendo usadas sem que houvesse qualquer funcionário além dele no local.

Na Câmara dos Deputados, não é diferente! Servidores antigos costumam contar histórias assustadoras aos novatos sobre possíveis fantasmas de ex-parlamentares que perambulam por aquela casa legislativa. Há quem até hoje não tenha coragem de passar durante a noite pelo Salão Verde por medo de topar com uma dessas assombrações.

O policial legislativo, Roberto Carrias, não acredita em fantasmas assustando o Congresso. Ele diz que os barulhos que as pessoas escutam são normais e causados pelo vento ou pela dilatação do prédio. Mas, ele contou a estranha história de um homem conhecido apenas por Julião, que, segundo ele, ninguém conhecia a origem e que aparecia e desaparecia misteriosamente pelos corredores da Câmara dos Deputados.

Julião não era funcionário da Câmara Federal, mas, volta e meia aparecia “do nada”, durante a noite, para oferecer café aos funcionários da casa, café esse, que ninguém sabia onde era preparado, já que ele não trabalhava ali.

Julião, o homem misterioso, morava nas dependências da Câmara Federal, mas, ninguém sabia onde era exatamente... E ele gozava de liberdade e do privilégio de ir e vir, a qualquer hora, em qualquer lugar daquele prédio.

Há quem afirme que o Congresso é um local mal-assombrado pelos operários que caíram dos dois prédios de 28 andares durante a construção de Brasília. Outros afirmam que as assombrações são de políticos falecidos que ficam perambulando pelo plenário e corredores porque não se desligaram da ambição de poder.



Fato Online.

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