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A sombra do grande morro, conhecido como Borússia, começava a tocar a cidade de Osório, lá no Rio Grande do Sul. Cidade a poucos quilômetros do mar, dois irmãos disputavam uma partida de futebol num ginásio de esportes. Como eles moravam fora do centro de Osório, um deles decidiu que já era hora de ir embora, porém, o mais velho estava muito envolvido com o futebol. Eram dois adolescentes, com energia de sobra e valorizando coisas sem importância. O irmão mais novo foi embora.

O Sol se pôs em definitivo e o irmão que ficara, sabia que precisava ir. Era inverno. Do ginásio até em casa, lá no bairro Albatroz, era uma boa caminhada. Mais um pouco e saia da cidade. O rapaz se pôs em marcha. As estrelas alcançavam suas magnitudes. Saindo da cidade, o jovem ingressou na estrada de chão batido. Verdes campos tanto a direita quanto a esquerda. Local perfeito para um campo de aviação, onde moravam. Moscas gracejavam sob as poucas luminárias nos poucos postes de madeira que davam sustentação a rede elétrica. Ao longe o jovem vislumbrou uma construção. Era um pequeno templo, ou melhor, uma loja maçônica. Ele lembrou que em certos dias aquela estradinha empoeirada e escura era bem movimentada. Que belo lugar para rezar, pensou ele, leigo sobre a maçonaria.

Logo a frente da “loja”, ficava uma velha porteira de madeira, iluminada por um velho poste, também de madeira. Na base do poste, uma bela e rica vegetação, bem verde e vívida.

O jovem se aproximava. Fitou a loja e não viu movimento, só a luzinha da rua acessa. Ele já estava prestes a abrir o portão quando algo lhe chamou atenção. Ele diminuiu o passo e ficou observando. Era um homem de terno e gravata. Sentado junto a vegetação do poste. Um maçom, pensou ele, mas ao se aproximar mais, ele notou algo estranho. O homem, de terno e gravata, era calvo e magro. Muito magro, mas por alguma razão desconhecida, ele não conseguia ver o seu rosto. O homem era desprovido de olhos, nariz, boca, orelhas. Não havia nada! Foi então que o homem se começou a se levantar e ele era alto, muito alto. O jovem, terrificado com a inesperada aparição e tomado de adrenalina ante tanto terror, pulou a cerca e correu. Enquanto corria, ele olhou brevemente para trás e lá estava aquela criatura. Parada, com o portão pela sua cintura. Parecia que ela o estava observando. O jovem correu até onde pode.

Ao chegar a casa, ofegante, seus familiares lhe indagaram daquilo. Ele relatou o que vira, e em grupo, retornaram ao local. Não havia nada. Buscando uma explicação, a família recebeu a orientação de dois religiosos, que deram suas explicações e teorias. Por algum tempo, foi o assunto dominante das redondezas…

O causo acima me foi relatado pelo irmão do assustado, que confirma até hoje o que passara naquele distante ano 2000. Demorei um tempo para absorver o acontecido, até que um dia estava lendo sobre um relato russo de uma aparição, ainda na Era soviética, aonde moradores de uma pequena cidade relataram que um objeto cor de chumbo pousou num bosque e que de seu interior saíram três seres: um era baixinho e bonachão; o outro se parecia com um Humano e o terceiro era alto, muito magro e sem feições definidas.


Logo me lembrei do causo acima e liguei os pontos: um Slender Man? Um Slender Manno Rio Grande do Sul?! No Brasil?!
Slender Man, ou homem esguio em tradução livre, é uma criatura descrita como um homem estupidamente magro (daí seu nome), mas que usa terno e gravata. O terno na cor preto. Sua face não é visível e ele seria capaz de esticar seus membros, até mesmo seu tronco, podendo ficar maior.
Diz-se que ele gosta de regiões arborizadas e que quando ele aparece, crianças desaparecem.
As histórias com esta criatura parecem ter aumentado. Os primeiros relatos vieram da Noruega e do Japão. O que chama atenção nos relatos é a semelhança entre eles, ou seja, a criatura sempre está “observando”, tentando se ocultar entre as árvores.

Pode ser o Slender Man uma máquina? Um robô? Um androide enviados por seus senhores estelares e destinado a vagar pelas regiões, observando os humanos? Coletando dados? Um biografo do nosso cotidiano? Isso até explicaria a falta de um rosto, mas porque usar terno e gravata? Um pouco de senso de humor alienígena?

Para muitos o Slender não passa de mais uma lenda de Internet. Para outros, é uma criatura de outra dimensão.
O interessante é que o causo russo foi no início da década de 1980 e o causo de Osório foi no início deste século, muito antes da Internet chegar naquela região…

Ovnis Online.
-Evandro Giordani


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