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O presidente americano, Donald Trump, acusou neste fim de semana a China de não fazer nada a respeito da Coreia do Norte, depois que Pyongyang lançou um míssil balístico intercontinental na sexta-feira (28).
"Estou muito decepcionado com a China. Nossos estúpidos líderes do passado lhes permitiram gerar centenas de bilhões de dólares todo o ano em comércio, mas não fazem NADA por nós em relação à Coreia do Norte, apenas falar", queixou-se em uma série de tuítes. "Não permitiremos que isso continue. A China poderia resolver isso facilmente!", completou.
Trump prometeu tomar "todas as medidas necessárias para garantir a segurança dos Estados Unidos" e proteger seus aliados na região.
Washington e Seul fizeram exercícios militares, usando mísseis terra-terra após o lançamento. Os altos comandos de ambos os Exércitos discutiram as "opções de resposta militar" depois do lançamento norte-coreano.
Principal aliado econômico e diplomático de Pyongyang, a China se opõe a qualquer intervenção militar e faz contínuos apelos ao diálogo. Após o lançamento do míssil, Pequim reagiu com um breve comunicado no qual condena o disparo e faz um apelo por moderação a todas as partes.
"A China se opõe às violações pela Coreia do Norte das resoluções da ONU (...) Ao mesmo tempo, espera que todas as partes envolvidas deem mostras de prudência e evitem aprofundar as tensões na península", afirma nota do ministério das Relações Exteriores chinês.
O ministro sul-coreano da Defesa, Song Young-Moo, afirmou que os Estados Unidos vão introduzir "ativos estratégicos" em seu país após o teste de mísseis norte-coreana. Ele se negou a falar da natureza dessa mobilização, mas tudo indica que pode se tratar de bombardeiros de última geração e porta-aviões.

Déficit comercial

Em matéria comercial, os Estados Unidos afirmam que a desequilibrada relação – marcada por um déficit comercial com a China de US$ 309 bilhões para o ano passado – se deve às políticas de Pequim que impedem o acesso a seu mercado.
A China culpa, por sua vez, as regras de Washington, que restringem as exportações americanas de alta tecnologia.



AFP.

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