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Nove animais de uma mesma propriedade foram mortos em um suposto ataque de um ‘chupa-cabras’. Além das vísceras expostas, outro detalhe chama a atenção nas mortes, dois animais tiveram as orelhas arrancadas.

Moradores do Sítio Vassouras, localizado na zona rural do município de Coité do Nóia, no Agreste alagoano, estão vivendo em estado de alerta.

Há pouco mais de duas semanas, nove animais de uma mesma propriedade foram mortos em um suposto ataque de um ‘chupa-cabras’.

A moradora da propriedade onde aconteceu o maior numero de mortes, Adriana Aureliana Barbosa de Oliveira, 29, conta que as mortes aconteceram durante a noite e nenhum barulho foi ouvido. “Pela manhã minha cunhada foi ao quintal e ficou desesperada quando encontrou os animais mortos e dilacerados”, relata a mulher.

Além das vísceras expostas, outro detalhe chama a atenção nas mortes, dois animais tiveram as orelhas arrancadas. “É como se as orelhas foram devoradas”, acrescentou.

A possibilidade dos animais terem sido atacados por cachorros não foi descartada, mas o dono da propriedade, José Souza Oliveira, 37 anos, não acredita na hipótese e alegando que mora no local há 15 anos e nunca viu nada parecido. “Não é possível, alguém poderia ter escutado o latido dos cães”, alega.

O dono dos animais, que amarga um prejuízo pelas mortes, acionou a polícia, mas contou que até os policiais ficaram assombrados com o que viram. “Nem os policiais sabiam dizer o que houve”, contou.

Ao ser levantada a possibilidade de algum inimigo pessoal seu ter cometido as atrocidades, José Souza alega que na localidade a maioria dos moradores são família, e descarta.

Dos bodes que sobraram (apenas dois), estavam vivendo presos, mas um deles acabou morrendo em consequência dos ferimentos.

Outros casos.

Em outros sítios, moradores contam que pelo menos cinco casos também semelhantes foram registrados. “O bicho chupa o sangue e arranca as vísceras dos bodes”, conta a agricultora Neusa Maria Cavalcante de Oliveira, que mora na região há 36 anos e diz está assustada com o que vem acontecendo.

Religiosa, a mulher acredita que os ataques são praticados por um animal que desconhecido. “Isso é um bicho precisando de reza”, presume a agricultora, contando que em outro caso um bode foi arrastado de um sítio e foi encontrado a mais de 1 km do local.

A polícia ainda não se pronunciou sobre o caso.

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